Steve Jobs trata mal fã na MacWorld… Que cuzão!
![[icrap.jpg]](http://bp2.blogger.com/_OyXaPHjoTVA/Rrsx_nOP_EI/AAAAAAAAAUk/V6X28gCFbwo/s1600/icrap.jpg)
Já havia decidido não postar mais coisas relacionadas à Apple ou ao Steve Jobs aqui. Claro, claro… Nunca posto mesmo, mas acho que devo ter postado alguma coisa já aqui. Pelo menos umas fotos do iPhone quebrado e uma do iPhone genérico feito na China (tPhone)…
O foco deste blog é Software Livre, mas as vezes dou uma variada nos assuntos e em dependendo do dia chego até mesmo a postar sobre música, política etc.
O que havia me feito não postar mais nada sobre a Apple é porque há muito tempo já percebi que é uma empresa que se mantém com o hype. Sinceramente… O que seria ela sem a propaganda grátis feita por muitos fanboys e blogueiros por ai? Ultimamente só vejo Apple no meu agregador de feeds. Tá ficando chato já… Mas tudo bem… Hoje vou postar algo relacionado ao Steve Jobs…
Durante a MacWorld deste ano, uma fã, conhecida como Violet Blue (e pelo que percebi, relativamente famosa na internet), que já escreveu vários artigos, participou de conferências e várias outras coisas relacionadas à Apple, viu o Steve Jobs e resolveu pedir para tirar uma foto.
Faço aqui uma tradução das próprias palavras que ela postou em uma das fotos do Flickr:
“Eu vi que ele não estava no meio de uma conversa, não estava falando com ninguém e apenas fuçando no sue telefone no meio da área pública do evento. Pensando que uma garota — nesse caso, uma fangirl, eu — não conseguiria nada se não perguntasse, eu gentilmente toquei seu braço. Ele olhou para mim e eu perguntei timidamente se tudo bem de eu pedir para tirar uma foto com ele. Ele me disse de forma curta e grossa que eu era rude e se virou e me deu as costas. O pequeno círculo de pessoas em volta dele ficou meio que rindo. A mulher da foto deu um riso de deboche de mim…”
Pouco depois do “incidente”, a “pobre fã” se afastou e tirou uma foto:

Comédia é ver que, entre os comentários que fizeram para ela, muitos defendem essa postura do Steve Jobs. Quando o cara vai se tocar que se ele tem essa grana é por causa dos clientes? Que bostão que ele é! Fica tratando seus fãs e clientes como lixo. Da onde ele acha que vem o dinheiro dele? Que cresce em árvore? Não! De seus clientes! De seus fãs que compram seus produtos por mais caros e inúteis que sejam (lembra que assim que saiu o iPhone já teve cara comprando aqui no Brasil, mesmo sabendo que não daria para usar pois é totalmente bloqueado com a AT&T que não tem no Brasil e ainda ficava feliz de pagar uns 2000 reais ou mais em um “brinquedo” que praticamente não passava de um iPodzinho mais caro?).
Podem tacar pedras no Terrinha, mas na minha opinião o Steve Jobs não passa de um adolescente emo rebelde (rbd) preso no corpo de um homem de meia idade. Uma mistura daqueles chatos que pagam de intelectual e ficam defecando pela boca sem saber o que falam e se acham gênios, com o personagem Quico do Chaves (aquela criança elitista e egoísta que só sabia chorar o nome da mãe e ficar chamando os outros de “gentalha”).
Gostaria de colocar aqui uma parte de um comentário que fiz no blog ebServer em um post entitulado “Chega de Apple!” (que recomendo a leitura a todos que não aguentam mais esse hype e pagação de pau):
“Apple revolucionando? Ela já revolucionou. Hoje o que ela faz é afrescalhar… A revolução acontece no mundo do Software Livre.. de boa… O Air é apenas um notebook. Que diferença faz a finura? E lá por 98 (acho que era isso) já haviam feito um notebook ainda mais fino que o Air só que não fez sucesso)…A Apple não revoluciona a área de TI… como empresa de tecnologia ela é uma ótima designer e marketeira… Essas sim são as áreas que a Apple revoluciona… PRINCIPALMENTE A DE MARKETING!
Infelizmente as crianças de hoje colocam design acima de tudo…”

Ah sim, antes de finalizar, gostaria de falar uma coisa que sei que muitos já devem estar carecas de saber mas que acredito que os fanboys hype da Apple não sabem:
A Apple teve um gênio lá dentro sim. Mas esse gênio nunca foi o “iJobs”. O gênio que a Apple teve foi o Steve Wozniak (assim como o gênio que a M$ teve foi o Paul Allen e não o Bill Gates). Também li por ai que o Woz é o cara! Muito gente boa com os fãs. Dizem que se um fã puxar um assunto interessante, a conversa pode durar quase 1 hora
Off-topic: O Steve Jobs poderia aproveitar toda a grana que tem e comprar roupas novas. Dizem que o cara tem um guarda roupa cheio dessas blusas de gola alta (que o deixam como uma tartaruga) e calça jeans… Provavelmente para passar uma imagem de artista-gênio-excêntrico. Pode até colar com os “fanboys”, mas para mim ele apenas está parecendo a Mônica dos quadrinhos do Maurício de Souza (que está sempre com o mesmo vestidinho vermelho).
Leia também:
- Não comprem o iPhone! Conheça antes o tPhone
- Administração Mercadológica: Segunda aula
- iTunes ilegal na Noruega
- Dia contra DRM
- Microsoft quis largar o Office do Mac para prejudicar Apple


Steve Jobs trata mal fã na MacWorld… Que cuzão! « Terramel
Durante a MacWorld deste ano, uma fã, conhecida como Violet Blueque já escreveu vários artigos, participou de conferências e várias outras coisas relacionadas à Apple, viu o Steve Jobs e resolveu pedir para tirar uma foto com ele…
Nem quero imaginar o que diriam se fosse com o Bill Gates…
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Paulo:
Se fosse com o Tio Bill ia até sair no Fantástico e seria capa de tudo quanto é jornal e site… Ia ter nego xingando, fazendo protesto, querendo boicotar etc. Eu detesto a M$ e o tio Bill, são uns filhos das putas monopolistas que só ferram tudo. Se procurar meu artigo “Bill Gates 666″ vai ver algumas coisas que escrevi. A empresa que mais odeio é a M$.. Mas sinceramente… Uma coisa é verdade: O Bill Gates pelo menos não é cuzão com os fãs dele igual o Jobs pelo que percebi… Lembra qdo um cara foi comprar o Halo 3 e o Bill Gates que vendeu o jogo pra ele, tirou foto, deu autógrafo no CD etc?
A coisa mais importante que uma pessoa pública tem não é o dinheiro, nem a empresa e nem o produto, e sim seus fãs!
Abraços
do Terrinha
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Estou contigo. Essa foi feia mesmo. Muito feia. Daquelas de manchar reputação e de fechar empresa. Eu tenho uma admiração toda especial pela Apple e sua história mas essa foi de matar. O cara já está para lá de caquético, tratar mal fã é o fundo do posso.
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A Apple realmente tem fanboy demais … assim como o Software livre tem tb.
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Quem assistiu o filme “Piratas do Vale do Silício” teve a chance de observar esses traços da personalidade do Steve Jobs. Megalomania, arrogância e cabeça-dura, enquando o Woz era um cara tranquilão e gentil com as pessoas. Apesar de não concordar com tudo o que você disse, é verdade que um pouco de modéstia e humildade fariam muito bem ao Jobs.
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Não estou tirando por nenhum lado, mas só conhecemos a versão dela.
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OK, todos fartos do hype.
Mas, curiosidade, vcs que escrevem sobre isso alguma vez usaram um Mac de forma mais ou menos prolongada?
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Depois tu falar que o iPhone é bloqueado e impossivel de usar, eu nem vou comentar nada.
Vai estudar!
Já usou um Mac para saber se ele é bom ou ruim?!
Não?!
Então não fala mal!
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Quer me responder? Entre aqui – http://infoproject.wordpress.com
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alieN;
Claro que era impossível de usar… Durante um bom tempo depois do lançamento foi sim.. Ache alguma prova de que estou errado…
O iPhone teve que ser “hackeado” para ser desbloqueado… Lembra do moleque gringo que conseguiu desbloquear e cobrava o valor de um carro e de outro iPhone para desbloquear???
E aqui no Brasil qdo uns cariocas conseguiram começaram a cobrar mó caro tb…
Agora que tá na boca do povo que ficou fácil… Mas os fanboys foram idiotas para comprar assim que saíram sem garantia de nada… Outra coisa… Lembra o update que a Apple lançou para o iPhone que inutilizou os desbloqueados?
A Apple é contra a liberdade também.. Resumindo.. O Jobs é um cuzão megalomaniaco… Assim como a M$, a Apple também é uma empresa filha da puta…
Logo acho que quem deve estudar não sou eu e sim você…
E não preciso usar um Mac Air para falar mal. Li as especificações de Hardware dele e digo tranquilamente que não vale o que é cobrado…
Abraços
do Terrinha
Responder
Sim, talvez era impossível no primeiro dia em que foi lançado. Mas meu tio tem a bastante tempo e ele mesmo desbloqueou, e isso faz algum tempo. Eu sei que ele cobra bastante sim. Mas me diz uma coisa, tu viu o lançamento do novo nout deles? Um nout que tem a largura de um envelope? Putz cara, eu acho que vale a pena pagar pelos produtos deles. São extremamente sofisticados.
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hahahahha
essa foto do iCrap tá demais!
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Eu tenho amigos que usam iphone no Brasil desde 1 mes apos o seu lançamengo no EUA, plenamente.
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Nem o Jobs aguenta a fangirl… meu deus, ela devia cortar os pulsos.
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[...] http://terramel.org/2008/01/19/steve-jobs-trata-mal-fa-na-macworld-que-cuzao/ [...]
[...] este homem sendo arrogante como é, até com seus próprios fãs, estes o adoram. Isto indica um certo comportamento masoquista por parte deles. Mas são [...]
““Apple revolucionando? Ela já revolucionou. Hoje o que ela faz é afrescalhar…”
Não concordo. Claro que a maior revolução da Apple foi, sem dúvida, a criação do Macintosh, que introduziu a interface gráfica na época em que todos os computadores se resumiam a um interpretador de comandos em modo texto (sim, a GUI foi criada pela Xerox, mas foi a Apple quem a tornou popular). A interface gráfica foi algo tão revolucionário que foi copiado por todos, principalmente pela Microsoft.
Embora a Apple não tenha feito nada de muito significativo na década de 90, principalmente porque Steve havia sido demitido da mesma, nos anos 2000 ela continua revolucionando sim, embora em escala menor:
Veja o iPod, por exemplo: enquanto a maioria dos players MP3 que temos à disposição, como aqueles made in China que se compra no Mercado Livre, permite que armazenemos em média 1 ou 2 GB, o iPod tem uma capacidade de armazenamento dezenas de vezes superior. A interface do Mac OS X, mesmo sendo proprietária, é um exemplo de beleza, sendo inclusive copiada por muitos usuários de GNU/Linux, principalmente dos da distribuição Ubuntu: O Google está cheio de tutoriais sobre como transformar a interface do Gnome do Ubuntu em algo similar ao OS X. O iPhone, também, traz muitos novos recursos inovadores que não existem em outros celulares e, com certeza, será uma referência para os novos smartphones da nova geração.
Logo, concluímos que a Apple sobrevive, sim, de seu hype, mas ainda hoje continua fazendo revoluções. A diferença de hoje para 1984 é que, atualmente, é muito fácil se copiar uma nova revolução do que naquela época.
Responder
“sim, a GUI foi criada pela Xerox PARC, mas foi a Apple quem a tornou popular”.
Só uma coisa a Apple já estava com o projeto da GUI inacabado, ela foi na Xerox ter uma ideia de como ficaria depois de pronto, já que a Xerox PARC ja tinha terminado seu projeto e a Xerox não deu o devido valor.
Concordo com o amigo Thiago Luiz Torquato em seu comentário, o filme retrada muito bem a personalidade dele, o Jobs é muito bom no que faz, com certeza o Woz também é a mente por traz da Apple, mais na podemos disser que somente o Woz é responsavel por tudo que a Apple trouxe, nunca usei Mac OS desde ontem estou tentando instalar junto com meu Slackware para saber como é o sistema mas sei que é um sistema muito bom pelo que já li, vejo falarem muito bem do SO, não so de fãs mas de artigos de profissionais em area de TI, se fosse por users nunca teria colocado GNU/Linux no meu pc, pois todos dissem ser dificil e nos sabemos que não é. Pena não conseguir ter instalado com sucesso o Mac OS X Leopard, mas deve ser bom, logico seu kernel é UnixLike como o nosso GNU/Linux.
Jobs é louco mas nunca podemos disser que não é inovador, saiu da Apple e junto com a Pixar fez Toy Stores, voltou logo depois Apple está com os iPods e agora com iPhone.
Tio Bill que não inova em nada, e só tem aquela suite de escritório que ainda vai.
Fonte:
(A verdade é que o trabalho com a GUI já estava sendo desenvolvido na Apple, e as duas visitas de Job somente teriam mostrado a ele como a GUI seria quando estivesse pronta). http://pt.wikipedia.org/wiki/PARC
steimntzgmail.com
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[...] Steve Jobs trata mal fã na MacWorld… Que cuzão! [...]
[...] Steve Jobs trata mal fã na MacWorld… Que cuzão! [...]
[...] Steve Jobs trata mal fã na MacWorld… Que cuzão! [...]
[...] dormindo em fila pra poder comprar assim que saísse. O próprio Steve Wozniak estava na fila e o cabaço do Steve Jobs nem pra dar um pra ele pelos velhos [...]
[...] mesmo que demore quase 10 anos para sair uma nova versão. A Apple pode ser coisa de gay e o tal MacWorld pode ser apenas um evento de masturbação mental coletivo e pagação de pau e servir apenas para [...]
Gente, do céu, tem que ser muito ignorante p/ achar que o Iphone nunca seria usado no Brasil…
Já tive 2, e funcionam perfeitamente! rsssrsrrsrsrs…
Quanto a pagação de pau, pelos MAC é foda mesmo…
Responder
[...] isso o que Steve Jobs consegue fazer. Sua empresa cria coisas inúteis, cópias de conceitos do passado, reinvenções de [...]
É necessário ler mais sobre design da experiência, e emoção.
O design é algo que se conecta de modo emocional com as pessoas, o que a Apple faz é exatamente isso, é um porta para outro mundo. Ela converte todo aquele bla bla bla, de informática, que nenhuma pessoa é obrigada a saber e ouvir, e traduz para algo fácil e esteticamente agradável
Não suporto a microsoft e seus “franksteins”.
A Apple trabalha com design, visando sempre ter uma proposta mais artística. Sempre puxando para a experiência do usuário
Não me interessa se Jobs é educado ou lunático, importa que ele continue executando seu trabalho com excelência. assim como os designers que o rodeiam.
Quando ao destrato da foto, se foce eu, tiraria a foto, dependendo do dia, não tiraria a foto.
Como ja disse, Steve Jobs não é um artista do Rock, e as suas características pessoais não interessam, dês de que seu trabalho tenha excelência.
Responder
Bom so uma observação.
tenho certeza que todos aqui usam o WINDOWS, pode fala que nao mas usa. Infelismente Linux ta fora de cogitação, 98% dos programas so funciona no Windows e na sua arquitetura.
Agora eu fico me perguntando. “Terramel” sera que vocÊ seria homem suficiente para chega nos pes da microsoft ou da apple?
Você fala tão mal delas mas o que seria de nos sem elas?
Linux? aa por mais que seja software aberto e suas distribuições bacanas como a ubuntu é impossível de fica mais de 1 mês com elas.
Infelismente os programas que funciona no linux não sao os mesmo do que no windows ou no mac.
Agora em questao de sistema fechado poxa vida .. vc passaria anos e anos fazendo um sistema e vai da de graça? cara acorda como se vai paga as contas, os empregados ? com o que ?
Agora é tenso é steve é assim mesmo, burro, arrogante e estupido mas graças a isso ele salvou a apple da falencia ..
Então antes de fala mal pelas costas, vai la tenta faze o que o til bill gates fez .. ou tenta criar um computador tão bom quanto o da apple..
Falar é muitooo facil .. centar na cadeira e fazer é outra historia ..
Responder
o.ox kual o problema? eu não gostaria de tirar foto com alguém que não conheço também XD ainda mais de graça…
se fosse pra tirar fotos, seria uma sessão de fotos, ne?
obs.: sobre sistemas abertos e fechados… ser contra sistema fechado é ser contra o lucro… não estamos na idade média (onde a igreja condenava o lucro). Se você é um vendedor de maçãs, você cobrará apenas o dinheiro que gastou nela? (água, adubo e semente dividido pelo número de maçãs na árvore?) Se sim, como você comprará a comida pra sobreviver?
Um médico cobra do seu paciente pra tratá-lo? E saúde é um direito, não um luxo como o computador. Por que alguém que esforça seus neurônios (ou tem trabalhadores que o fazem para ele) não pode ter lucro? qual o problema em achar que deve vender o produto ao invés de doá-lo?
Realmente, se qualquer programador aqui é a favor de código aberto, eu gostaria de saber como vocês compram comida… ou vão me dizer que os softwares que vocês fazem devem ser vendidos enquanto o dos outros devem ser doados?
Responder
Terramel
Reply:
August 5th, 2010 at 12:34 pm
Ele é uma personalidade, então ele tem meio que uma obrigação de tirar foto com uma fã. Faz parte do trabalho dele. Se ele não fizer isso, ele obviamente será um antipático. Pior foi a forma que ele agiu com a fã. É bem normal encontrarmos algum ídolo e pedirmos foto. Na maioria das vezes aceitam de boa.
Se contra sistemas fechados não é ser contra o lucro. É ser contra o fechamento do conhecimento. A maioria dos programas que se dão bem hoje são os a favor do código aberto. Já ouviu falar de SaS? E nem sempre precisa ser SaS. O fato de um programa ser Open Source ou Software Livre, não o obriga a ser grátis. O Free do Software Livre tem a ver liberdade e não com gratuidade. Exemplos de empresas que fizeram muito dinheiro graças ao Software Livre: Conectiva, Red Hat, WordPress, Novell, Canonical etc. Esse blog aqui roda wordpress, por exemplo. Claro, eu não trabalho com programação. Não pretendo trabalhar programando no futuro. Pelo menos não por enquanto. Se eu fosse um bom programador com uma boa idéia, obviamente eu faria um software livre, conseguiria boas contribuições e uma boa forma de vender meu software ou seguiria um modelo de serviço. Muitas empresas compram softwares livres e continuam o desenvolvimento, além de muitas vezes contratarem o programador original e sua equipe. Muitos programadores que contribuem com projetos livres também conseguem mais facilmente bons empregos. A realidade é outra. Quem programa com código fechado dificilmente hoje consegue vender o software. Empresas maiores geralmente oferecem o mesmo tipo de programa e ofuscam desenvolvedores pequenos. O modelo de software livre é um modelo que muitas vezes evita que isso aconteça. Ele acaba valorizando o programador e dando oportunidades. A idéia principal é seguir um modelo diferente de negócio.
Um exemplo da viabilidade do código aberto é a mozilla, que antes tinha o netscape, que era pago e havia quase perdido inteiramente tudo para o Internet Explorer. O código foi aberto e no final veio o primeiro fork do netscape, chamado mozilla e, mais para frente, outro fork, chamado Firefox que na Europa alcançou ou superou o Internet Explorer. No Brasil e nos EUA o Firefox cresceu mto também. Nem mesmo a Apple teria tido tanto sucesso com o Mac/OS se não fosse o Código Aberto, já que o kernel do Mac/OS é baseado no código do BSD.
Um médico cobra sim para tratar seu paciente, mas cobra o serviço. O conhecimento que ele tem foi adquirido com muito estudo. O software fechado tem seu código fechado. Se o conhecimento medico fosse mantido como um segredo e ninguém ensinasse ninguém sobre os avanços da medicina, ainda assim teriam médicos, mas os serviços seriam primitivos e a medicina não teria evoluído tanto. Tanto o Software Livre como o fechado podem ser vendidos. Mas apenas o software livre tem um impacto forte na evolução. O conhecimento deve ser de todos e isso não tem nada a ver com vender ou dar. Se a internet hoje é o que é, agradeça ao software livre também, já que a maioria dos serviços e softwares rodando na internet são livres ou de código aberto. Muitas empresas também conseguem melhorar seus serviços, contratar mais funcionários e fazer mais dinheiro graças ao Software Livre, pois não tem que se preocupar com pagamento de licenças de software, podendo usar esse dinheiro em outras coisas, além de que, pelo fato do código ser aberto, podem muitas vezes contratar programadores para modificar o software deixando-o mais adequado para o uso dentro da empresa.
É isso. Na prática, o Software Livre acaba gerando mais dinheiro e tendo um impacto positivo maior na economia..
Responder
Hime-chan
Reply:
August 5th, 2010 at 1:20 pm
ah,tah.. pq eu trabalho de programador e as pessoas resolvem me adorar, eu sou obrigado a fazer fanservice? Isto não tem noção alguma o.Ox
Mesmo por que artistas visual kei (por exemplo) cobram bem caro pra tirar foto com eles e até mesmo proibem a entrada de câmeras fotográficas nos shows e lugares em que vão se encontrar com os fãs.
Ora, “fechamento do conhecimento”? Livros são vendidos para se obter conhecimento, não sistemas. Então, empresas que constroem carros devem dar manuais de instruções ensinando como construir um? A informação é de quem a construiu e a pessoa tem o direito de compartilhar ou não. Um programa opensource que não é livre é, geralmente, roubado ou, simplesmente, se retira a parte do código relativa ao pagamento e distribui-se gratuitamente.
Se eu vendo um software livre, qualquer pessoa desonesta (98% da população brasileira) pode simplesmente alterar o código ou copiar partes dele e revender, doar, emprestar, usar em outro computador e etc. Esconder o código é evitar plágio, afinal, quem realmente lê o código só para “obter conhecimento”? Não seria mais fácil ler um livro? Aliás, existe a opção de se vender o programa ou o programa e o código. Não se pode obrigar ou criticar alguém por que ela não quer dar um manual de como ser concorrente dela. O papel de professores é ensinar, o papel de programadores é programar. O papel do livro é ensinar, o papel do programa depende de pra que ele foi construído, mas, com certeza, não é mostrar aos outros seu código (senão, ele não seria escrito em linguagens de programação e sim em portugol ou qualquer outra da linha).
O problema do Internet Explorer não é ser código fechado, é ser ineficiente. Também sou contra ineficiência de programas e, para isto, não preciso ler código algum. Simplesmente, preciso usar o programa e perceber em que ele não me satisfaz.
O programador cobra por seu serviço tanto quanto um médico. O médico não dá ao paciente uma aula antes de fazer o procedimento, nem mesmo filma cirurgias. Caso contrário, o paciente poderia reproduzir o tratamento em todos os outros que sofrem de uma enfermidade idêntica. O médico não ensina ninguém a não ser que seja um professor. Se alguém quer aprender programação tem a oportunidade de cursar uma faculdade (como os médicos) e aprender como se faz e não ler o código do outro. É exatamente por conta de programadores amadores que simplesmente copiam e colam os códigos que os programas e sites que temos hoje são tão ineficientes. O computador faz vários loops e ifs desnecessários simplesmente por que as pessoas não têm um conhecimento suficiente.
Exatamente, o fato da internet ser o que é tem me incomodado bastante, já que eu vejo que a maioria das páginas dela são feitas por amadores e gastam a banda, o tempo e até mesmo o processamento de nossos computadores em vão.
As empresas que utilizam o software livre se beneficiam sim, mas muitas pessoas se beneficiariam se os médicos tratassem-nas de graça também ou se o vendedor de maçãs cobrasse apenas o preço das sementes. Mas, desta forma, os outros médicos e vendedores de maçãs seriam prejudicados pelo extremo preço baixo que eles colocam e as profissões seriam desmerecidas (e, veja só! é exatamente isto que ocorre com minha profissão hoje! pessoas que copiam e colam estão ganhando tanto ou ainda mais que programadores que realmente sabem o que fazem… por que ninguém se importa com isso? É fácil dizer “tem que ser barato”, mas não se dá o devido valor à eficiência dos programas e acaba se utilizando qualquer porcaria apenas por ser mais barata ou de graça. Há tempos atrás, uma internet discada era suficiente pra acessar quase qualquer site. Os sites eram feitos em html escrito por gente que sabe e não em scripts mal-feitos em flash copiados e colados de outros lugares ou fóruns ou ‘fazedores de sites’ prontos.)
Responder
Terramel
Reply:
August 5th, 2010 at 6:26 pm
Estranho o negócio de artistas visual kei. O hide, pelo que sei, era muito gente boa com os fãs e até chegou a doar a medula para uma menina que estava morrendo e graças a ele hoje ela está viva. (ouça a música Misery dele que foi feita pra essa fã). Sempre li que o hide era super gente boa com os fãs, tirava foto e tudo mais. Dizem que o Yoshiki, o Toshi e vários outros membros do X-Japan eram super gente boa com os fãs. Nunca tive a oportunidade de conhecer nenhum membro do X-Japan obviamente ou de outras bandas japonesas de visual kei como Luna Sea, mas como curto metal já conheci mtos caras fodas aqui do Brasil como Andre Matos, Edu Falaschi, Fabio Ribeiro, Aquiles Priester, Hugo e Luis Mariutti e muitos outros, que tiraram foto numa boa, trocaram idéia, deram autografos etc. Não é obviamente obrigatório, mas se espera isso de alguém famoso para que ele não seja taxado de cuzão. Sou fã do Richard Stallman, criador do movimento do Software Livre e da licença GPL, mas sei que ele cobra por fotos e pra mim ele é cuzão por causa disso. Assim como Steve Jobs (apesar de que Jobs realmente é um egocentrico bem chato e insuportável segundo relatos).
Livros são feitos para passar conhecimento sim. Programas fechados não evoluem tão rapidamente como os abertos. Um exemplo disso é o fato do software livre evoluir a passos maiores que o fechado. Interessantíssimo também é o fato das companhias como a microsoft melhorarem muito o windows e o internet explorer graças ao software livre que tirou o monopólio da empresa que teve que correr e muito para não ficar para trás.
Se você abre um capo de um carro você poderá ver o motor e tudo o que tem lá dentro. Não precisa de um manual de como ele foi montado pra isso. A evolução na industria automobilistica não seria tao grande se tivesse como esconder a tecnologia usada.
E quem disse que software livre é roubado? OMG! Da onde retirou isso?
Se você vende software livre uma pessoa pode sim alterá-lo, mas a licença permite isso. Se você é uma boa programadora, não tem nada a temer obviamente. Conseguirá fazer códigos melhores e poderá até mesmo usar partes do código que a outra pessoa modificou e deixar seu programa ainda melhorar. Se seu serviço ou sua versão for melhor, você venderá mais obviamente. Software pago é sempre pirateado mesmo. Que diferença faz então?
Esconder código não é evitar plágio. É mostrar que tem medo de um programador mais talentoso. No código aberto existe a capacidade do programa evoluir, pois pode receber a contribuição de vários programadores no mundo todo. No fechado, o código é controlado apenas por uma pequena porção em uma empresa. Quem perde com isso no final acaba sendo principalmente o usuário.
Muitas vezes um programador pode aprender mais olhando um código do que lendo um livro. Isso é um fato. A maioria dos melhores programadores não aprendem na faculdade ou com livros. Aprendem com experiências, tentativas e erros e coisas do tipo.
O internet explorer era anda pior na versão 6 e nas anteriores. Ele evoluiu muito para não perder mais terreno para o firefox, então nesse caso o SL impulsionou também o pago.
muitas vezes os programadores amadores aprendem mais porque fazem o que gostam e tem interesse em aprender. Muitos fazem faculdade e resolvem seguir a área porque dizem que dá dinheiro. Passam a vida toda programando apenas sisteminhas de cadastro de clientes porque dizem que é o que o mercado quer. Não se interessam em aprender linguagens como Ruby ou Perl porque o mercado pede linguagens como java e .net (ou para alguns, vb e delphi). Então geralmente o programador “profissional” apenas pensa no dinheiro e não tem interesse em aprender além do que precisa para ganhar o salário, enquanto o amador faz o que faz por amor e acaba querendo aprender mais. A mesma coisa acontece com músicas. Músicos que tocam por dinheiro fazem música vagabunda como axé, funk carioca, pop atual e coisas do tipo. Músicos que tocam porque realmente gostam de tocar geralmente são os que tocam metal, rock, jazz, blues, música clássica etc.
Um livro pode ensinar programação, mas o cara só aprende a programar quando treina na prática, ou seja, programando. E muitas vezes é mais difícil fazer um fork de um programa já pronto do que começar um do zero. Assim como um médico não vai aprender apenas tendo aulas, mas treinando na prática a medicina. Isso se chama experiência.
Dificilmente um programador de código aberto copia e cola. Isso não é modificar um projeto. Isso é simplesmente copiar. É mais fácil vermos programadores de código fechado copiando e colando e usando vários loops.
O fato da internet te incomodar não é pelo fato dela ser o que é. Geralmente as páginas que gastam banda, processamento e são mal-feitas são justamente as feitas em flash, uma tecnologia fechada. O fato de existirem sites mal feitos não tem nada a ver com software aberto ou fechado e sim com programadores inexperientes. Mas geralmente esses programadores inexperientes são os que não tem conhecimento de software livre ou de padrões abertos (geralmente os que desrespeitam o w3c, os que não testam se o site funciona bem em navegadores como firefox e só testam seu “trabalho” no Internet Explorer etc).
Sobre um fazer o serviço de graça e tirar o emprego dos concorrentes, qualquer um pode fazer algo semelhante se encontrar uma forma de sustento ainda. O mercado tem que se adaptar sempre às condições. Se um medico ou programador, faz algo de graça, não é injusto com os que cobram. Cabe aos que cobram procurarem uma forma de se adaptar às mudanças e conseguirem superar a concorrência. Injusto mesmo são grandes empresas monopolizando e impedindo a entrada de pequenos. O que acontece na programação. Grandes empresas de software impedem programadores menores de crescer, mas o Software Livre já muda isso por se tratar de um modelo de negócios superior e que se adequa mais ao mundo de hoje, enquanto o modelo proprietário já está ultrapassado…
Responder
Hime-chan
Reply:
August 6th, 2010 at 8:03 am
Sobre o visual kei: Sim, foi exatamente o que eu disse. Não precisa tirar foto de graça com os fãs só por ser legal. É uma escolha deles e os fãs precisam respeitar. Não acompanho tão de perto a carreira do Hyde, mesmo por que o visual kei dele não se estende a todas as bandas, então, tecnicamente, o Hyde que tira foto com os fãs (se ele realmente tira) pode ser o Hyde não visual kei (afinal, até mesmo seu visual kei é muito muito leve). Bandas mais visuais como Versailles, Miyavi, Kagrra ou SuG não tiram fotos com os fãs a não ser em sessões de foto (onde eles pagam bem caro por isso). Chegam ao ponto de revistar as bolsas dos fãs antes de eles entrarem no show para retirar as câmeras e as baterias dos celulares, como eu mesma presenciei no show de Versailles em São Paulo no dia 04 de junho.
Os autógrafos, também, são pedidos apenas em sessões de autógrafos; afinal, não é por ser uma pessoa pública que a pessoa privada está morta. Afinal, cantar ou ser dono de uma super-empresa (como Steve Jobs) é um emprego como qualquer outro. Em todos os empregos você precisa de seus clientes, mas você tira fotos com cada um deles? eu duvido…
O fato dos softwares livres evoluirem mais que os abertos é apenas uma questão de opinião. O Opera é considerado em muitas pesquisas o navegador mais eficiente e tem seu código fechado. O firefox ficou inutilizável, no meu computador, a partir da versão 3, além de demorar cerca de 5 minutos para abrir, não me permitia utilizar nenhum outro programa grande (como o Paint Shop Pro); não conheço nenhum designer que utilize GIMP (acredito que seja o principal editor de imagens com código aberto), ao invés disto, a maioria utiliza Photoshop e eu, pessoalmente, o Paint Shop Pro. O único software livre que eu sei que se diz desenvolver mais que o fechado é o Linux (eu não tenho certeza, pois não utilizei-o extensivamente).
Afinal, não precisa ser um software livre para concorrer com o monopólio da Microsoft.
Sobre o carro: Interessante esta comparação, pois, se você abre um programa, você também pode ver o que tem dentro. Uma cadeia incontável de 0s e 1s. O código fonte é apenas o manual de como ele foi feito, o compilador continuou o processo e o produto não é o código-fonte, mas sim o código binário que qualquer um pode ver com o programa adequado.
Software livre é sim copiado. Pois, até mesmo os sites (que, infelizmente, não têm escolha a não ser livre) têm seus códigos copiados indistintamente e, além disso, por este motivo não podem proibir usuários, por exemplo, de copiar as imagens e arquivos nele contidos; desta forma, quando se deseja este tipo de segurança, é obrigatório que se use Flash ou algum programa de código fechado para proteger as informações ou arquivos.
O software pago é pirateado, mas, sem o código fonte, não se pode copiá-lo, afinal, ele é produto do suor e esforço de um programador e é injusto copiar o código e reutilizá-lo em outro programa, além de ser completamente ineficiente, já que cada código é feito para uma situação específica.
Ora então, um médico que atende de graça dá a possibilidade da sociedade evoluir; se ele atende, seu dinheiro é controlado por apenas uma empresa. Se o programador quer realmente melhorar o programa para o usuário, mesmo no código fechado, nada o impede de criar seu próprio programa. Afinal, se ele é “melhor”, por que ele não consegue criar o programa do nada?
“Muitas vezes um programador pode aprender mais olhando um código do que lendo um livro.”: Lendo um código, ele pode aprender, apenas, casos específicos, mas não casos gerais, que é o verdadeiro aprendizado. Por que acha que isto é um fato? É o mesmo que dizer que um médico aprende mais vendo uma cirurgia que lendo livros específicos do tipo “como realizar uma cirurgia”, é um absurdo.
Um livro é didático, um programador que não aprende os princípios da linguagem e, apenas lê códigos, acaba tendo um conceito muito prejudicado, já que não sabe tudo da linguagem. Eu, que trabalho na área, nunca vi um bom programador que não houvesse feito uma faculdade decente ou lido livros didáticos. Aqueles que lêem códigos de outros fazem coisas realmente absurdas no código (eu já vi muitos códigos-fonte, pois, costumo visualizar o código fonte dos sites que vou pra verificar sua eficiência e é realmente MUITO raro achar um que seja, no mínimo, decente.
“A maioria dos melhores programadores não aprendem na faculdade ou com livros.”. Quantos bons programadores você conhece que aprenderam lendo outros códigos? Aliás, se eles aprenderam lendo outros códigos, o melhor que eles vão conseguir é replicar o que os outros códigos fazem. Lendo livros da especificação da linguagem, por exemplo, eles tornam-se capazes de fazer exatamente TUDO o que a linguagem possibilita.
Exatamente o programador que copia e cola códigos abertos é o que menos se interessa em aprender. O programador profissional, mesmo em “sisteminhas de cadastro” precisa sim estudar muito mais que o outro. Estou farta daqueles que se dizem programadores e ficam programando Php em tabelas com layout fixo e pior, em dreamweaver. Sem utilizar classes e herança no CSS, sem utilizar mesmo funções em php e com 3 vezes mais “If”s que o necessário. Quando o código era totalmente fechado (na época de Fortran, ou Cobol), todos eram obrigados a programar corretamente, senão o próprio computador não aguentaria. Hoje os computadores têm cerca de 2000 vezes mais processamento e memória e, mesmo assim, meu computador ainda trava quando eu abro sites feitos por “programadores amadores” que podem “amar” ver o resultado, mas, certamente, não amam programar e ver e eficiência de seus programas.
Pode me citar músicos que tocam de graça? Nunca cheguei a ver um destes. Até mesmo as partituras de grandes músicos (exceto os já mortos, cuja obra tornou-se patrimônio da humanidade) são terríveis de se encontrar.
Eu não disse que programadores de código aberto copiavam e colava, disse que aqueles que têm acesso a seu código copiam e colam PARTES do código para utilizar em outros programas. Pois, eu mesma já presenciei isto e, completamente, não concordo. Nem mesmo utilizo bibliotecas prontas para criar o que preciso, já que isto é uma falta de respeito com o processamento do computador do cliente e eu prezo a eficiência em primeiro lugar, que, mesmo que não seja tão caro quanto ultimamente, ainda é um gasto de energia inútil.
Flash é uma tecnologia fechada sim e completamente defasada. Porém, existem muitos códigos prontos em flash nos sites para programadores amadores “copiarem e colarem” e são estes que tornam os sites em flash lentos. Embora, a lentidão do flash deve-se ao fato de ser rodado diretamente da internet baixando os dados em tempo real. Um flash baixado e rodado direto no computador, se bem feito, nunca é lento.
Mas, por que os programadores de sites são tão mais inexperientes se o código dos sites é quase (com exceção de programação direto do servidor como em Php ou Asp) completamente aberto? Eu sei porque. Por que eles não são programdores, são apenas pessoas que pegam um código, acharam legal e saem inserindo em seus blogs, fóruns ou sites sem, nem mesmo, se esforçarem pra saber o que está acontecendo.
Outro fato é que os piores sites não são aqueles que não funcionam no firefox, mesmo por que o Gmail, até pouco tempo atrás, ignorava a existência do Opera e não funcionava no mesmo. Os piores sites são aqueles que têm tabelas em seu layout, que tem declarado o CSS completo em CADA um de seus parágrafos ou mesmo aqueles que têm sua largura fixa por incapacidade de fazê-la se ajustar ao tamanho da tela do usuário. É destes sites que eu estou cansada. Mas, por que eles fazem isto? Simplesmente, por que é o padrão de fóruns ou blogs prontos e eles não tentaram fazer um novo. Desta forma, as coisas apenas se reciclam, nunca evoluem. Se eu começo a fazer meu site do nada, sem ler outros códigos, existe a possibilidade de eu criar formas mais eficientes de fazer tudo. Lendo os padrões da W3C e/ou da linguagem que eu estiver utilizando. Existe uma teoria chamada “Construtivismo” que diz que não se deve entregar as respostas e sim incentivar as pessoas a procurá-la, desta forma, sua resposta poderá não apenas ser a pior, mas também melhor; o importante é que seja diferente das já existentes. Pois, reproduzir conhecimento nunca é ganho para ninguém, criá-lo sim.
O que te faz pensar que o modelo proprietário está ultrapassado? O capitalismo como um todo está ultrapassado. Um médico cobrar de seus pacientes é tão ultrapassado quanto. Mas, mesmo aqueles que o defendem, ainda cobram por seus serviços e, quanto mais, melhor. Professores de sociologia falam mal de Sofistas, pela cobrança dos serviços, mas fazem igual. Todos falam mal do software fechado, mas ainda cobram pelos serviços que desempenham em qualquer lugar que trabalhem.
Quando somos consumidores, é óbvio que não gostaremos de pagar muito (ou mesmo de pagar), mas quando somos produtores, gostamos de receber. Isto é um mal do ser humano, pensar apenas em si e não no suor dos outros ao fazer aquele produto que está sendo comprado.
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Terramel
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August 6th, 2010 at 3:40 pm
Sim, sobre visual kei, é como você e eu dissemos. Não precisa tirar foto de graça com fãs apenas para ser legal, mas ainda assim se espera que isso aconteça e é melhor fazer isso. O músico deve ganhar o dinheiro com a música e deve fazer a música porque ama fazer a música. Isso sim é ser um artista. Os fãs precisam respeitar pelo desejo pessoal do indivíduo, mas não precisam gostar. Se um artista nega uma foto com um fã, então bem ou mal ele está sendo cuzão… No caso do Steve Jobs com a Violet Blue, que é o caso do post, ele foi cuzão não apenas por recusar a foto, mas também por ter constrangido a menina. Pelo que já li o hide tirava foto com os fãs em qualquer situação. E o hide sempre foi o mais extremo do visual kei. Nunca o visual kei do hide foi leve. Se reparar, o visual dele e de bandas como X-Japan é mais kei do que o do Versailles. O Versailles pelo que vi em foto se veste como os nobres aristocratas franceses mais antigos. O X-Japan já tinha um visual mais próprio. Para falar a verdade o hide foi o criador do visual kei. Um dos slogans do X-Japan foi/é “Crime of Visual Shock” (ou algo assim). Ainda no começo do X-Japan o hide tinha um cabelo que passava a cintura e além disso tinha uma puta altura, além do cabelo inteiro ser rosa. Já teve também cabelo vermelho, verde… A guitarra do cara era amarela cheia de coraçõezinhos vermelhos, usava as vezes chapéu, óculos enormes, roupa camuflada verde, sobretudos, uma espécie de vestido masculino (sei lá o nome daquele tipo de roupa), roupas amarelas, maquiagem etc. Ele também criou o termo “visual kei”. Todas as bandas kei que existem hoje tem influência do X-Japan.
Esse negócio do show do versailles, de proibir fotos, celulares, é algo totalmente desnecessário e chato. Em um show, o fã vai querer ter o registro daquele momemento. Existe uma grande diferença entra as fotos que saem na mídia do show e até mesmo de um DVD que saia para as fotos tiradas por um fã. Nem mesmo nos shows de bandas maiores que já fui, como Faith No More, Twisted Sister, Angra, Edguy, Shaman, Sepultura, Eterna, eles proibiam câmeras ou celulares. Tirar a bateria dos celulares ainda por cima é irresponsabilidade. E se um fã passa mal ou acaba precisando ligar para alguém? Você pode dizer que as bandas que fui não eram kei e por isso não seria tão necessário proibirem as fotos, mas Twisted Sister é uma banda de Glam Rock, ou seja, uma banda tão visual (ou até mais visual) do que bandas kei (e realmente nunca vi um cara mais visual do que o vocalista do Twisted Sister, Dee Snider). Alice Cooper, outro vocalista que se maqueia, já fez shows com uma jibóia no palco. Kiss, outra banda extremamente visual, tinha sangue falso nos shows, pirotecnia etc. Esse negócio de proibir fotos no show é realmente desnecessário e chato para os fãs.
Em todos os empregos eu realmente preciso ter clientes, mas não tiro fotos com eles porque não sou ninguém famoso. Hoje em dia é estranho programadores e donos de companhias de tecnologia serem famosos como artistas, mas é uma realidade. Então nesse caso é recomendável que o cara aceite tirar as fotos, seja legal com os fãs. Eu no começo acharia estranho, mas tiraria as fotos com o maior prazer. É o cliente que sustenta minha empresa. Não é minha obrigação tirar fotos com ele, mas não sei como cada pessoa pensa. Pode ser que um fã ressentido acabe pegando raiva e pare de comprar produtos da empresa simplesmente porque o estrelinha não quis tirar uma foto. Existem muitos fãs do Angra detestam o Kiko Loureiro por isso. Porque geralmente ele é mais fechado com os fãs, chegando até ao ponto de ser meio cuzão, ao contrário do Edu Falaschi que está sempre conversando, tirando fotos, sendo gente boa. Claro, a competência no que está fazendo é o que mais importa, mas obviamente ser uma pessoa simpática ajuda e muito. E muitas vezes ser antipático pode ferrar um cara, especialmente se ele está começando.
O Opera é sim considerado em muitas pesquisas mais eficiente, mas será que realmente é? Isso é apenas uma questão de opinião. Claro, eĺe é um excelente navegador e eu o tenho aqui, mas uso o Firefox. O Opera aqui dá uns probleminhas chatos às vezes. Lembro-me de um problema que ele dava no estágio que eu fazia, que usava um proxy que pedia nome e senha. O opera aceitava o proxy mas por alguma razão estranha não pedia o nome e a senha e acabava tentando acessar sem sucesso o site com o proxy sem usar o nome e a senha. Obviamente um erro bobo que deve ter passado despercebido. Nesse fato se fosse um software de código aberto, onde mais pessoas teriam acesso ao código, alguém perceberia esse erro bobo mais facilmente. O firefox ainda é um navegador excelente. Aqui ele funciona perfeitamente. Claro que há algumas coisas chatas que percebi no Firefox, como acontece com muitos programas nas novas versões, apesar disso não ser uma regra. O Gimp também é excelente. Apenas não caiu tanto no gosto. Qualque pessoa sabe que o Photoshop existe, mesmo um menino de periferia que nunca mexeu em um computador, já que até mesmo quando vêem fotos de uma revista é comum dizer: isso é Photoshop. Mas existem muitos belíssimos trabalhos feitos com Gimp e outros softwares livres. Filmes como Shrek e Avatar foram feitos com GNU/Linux. Existem também as pequenas animações feitas com Blender, que são muito bem feitas e criadas para mostrar as capacidades do Blender.
Sim, não precisa ser um software livre para concorrer com o monopólio da Microsoft, mas ajuda e muito. Dificilmente um sistema operacional pode ser criado sem a estrutura de uma grande empresa. Mas com o software livre isso é possível, pois a abertura do código permite a colaboração de vários desenvolvedores. Não apenas dos desenvolvedores individualmente, mas também das grandes empresas que muitas vezes colaboram com o código. O Linux recebe colaborações não apenas de desenvolvedores individuais, mas também de grandes empresas como Red Hat, Canonical, Novell, Oracle, Google etc.
Até mesmo softwares fechados evoluiram mais graças ao código aberto (apesar de software livre ter o código aberto, existem diferenças entre um programa Open Source e um Software Livre. Os dois tem o código aberto, mas um programa que apenas é Open Source, com uma licença como a BSD, permite que seu código seja incorporado em programas fechados sem a necessidade de ter seu código disponível pela empresa, enquanto a licença do Software Livre diz que todos os softwares que incorporarem código que tem essa licença devem sempre manter essa licença, o que acho mais correto, pois permite que o código continue aberto). Um exemplo é o TCP/IP do Windows que foi feita com o código da pilha TCP/IP do BSD. O kernel do Mac/OS, por exemplo, é praticamente um fork do BSD. O motor Webkit do Safari, também é Open Source. Além disso, o CUPS, servidor de impressão do Unix e da Apple também é Open Source.
Se abrirmos um programa realmente vemos 0s e 1s. Mas existe ainda uma coisa chamada engenharia reversa, obviamente. Muitos programadores de código aberto não estão interessados no código em si, mas muitas vezes nas especificações, nos padrões abertos. Por exemplo, o Word da Microsoft, usava por padrão o formato doc. Esse formato tinha suas especificações fechadas, o que dificultava para outros programas processadores de texto que abrissem ou salvassem neste formato. Nesse caso, sempre que o OpenOffice chegava mais perto de uma compatibilidade com esse formato, o Office da Microsoft a cada nova versão fazia algumas mudanças, que voltavam a dificultar a interoperabilidade. O que, obviamente, os desenvolvedores do Open Office precisavam não era do código da M$, mas sim da especificação dos documentos. Por isso, durante alguns poucos anos atrás aconteceu a tal briga do ODF e do OpenXML para ver qual seria um padrão ISO.
Quando um cara abre um carro, ele consegue ver as peças e o motor de uma forma que é possível entender o funcionamento com mais observação e estudo, coisa que não é possível para um programador ao abrir um programa sem a engenharia reversa. Um fabricante não precisa abrir um carro para copiar sua tecnologia, mas pode fazê-lo para estudá-la e aprimorá-la tentando, assim, criar uma tecnologia melhor e mais barata. Imagine se cada carro fosse criado de um jeito diferente, se fosse impossível entender a tecnologia de cada carro desde o começo. Teriamos menos fabricantes e cada carro seria criado de uma forma bem distinta. Alguns até poderiam precisar de energia, outros talvez poderiam usar água, outros poderiam usar carvão, sei lá, outros poderiam funcionar com gás, outros com diesel, outros com álcool, outros com energia solar. Imagine então. Menos empresas, menos carros, preços elevados e cada um deles tendo um tipo de combustível e funcionamento diferente. Seria mais difícil para outras empresas proverem o combustível. Teria que ter uma maior variadade e uma maior estrutura simplesmente para venderem os combustíveis que permitissem esses carros andarem. Mecânicos não existiriam ou seriam raríssimos. Apenas a empresa poderia dar assistência. Teria que ter uma em cada cidade ou teria que ter uma fila de espera enorme para ter o carro arrumado. Além disso, o preço do conserto obviamente iria aumentar muito. Ou pior, as empresas não conseguiriam atender a demanda.
Um exemplo da importância da interoperabilide e de conhecer os padrões, é o programa Samba, que permite o compartilhamento de arquivos no Linux com máquinas com Windows. A Microsoft usa um protocolo próprio chamado SMB (share message block) para compartilhamento de arquivos. Obviamente, esse protocolo não tem suas especificações abertas. Em uma conversa com um programador americano da Sun, que era um dos desenvolvedores do OpenSolaris, em visita à minha faculdade, ele me falou de um colega programador que era um dos desenvolvedores do Samba. Nessa conversa ele me contou que esse colega ficou em outro país por um tempo para trabalhar no Samba porque nesse país não existiam leis que proibiam a engenharia reversa. Ele foi até lá para poder fazer a engenharia reversa para aprender o funcionamento do protocolo SMB da Microsoft. Não para copiar partes do código, mas apenas para entender seu funcionamento para criar o Samba. Isso não é um roubo, pois código fechado nenhum foi roubado. Roubos não acontecem no Software Livre. Se observar, roubos apenas acontecem com softwares proprietários, que estão sempre nos camelôs.
Os sites não são livres. O html é aberto, claro, mas isso não significa que são livres. Como falei, software livre tem uma puta diferença de algo simplesmente aberto. O Software Livre, mais do que uma porção de código aberto, é um modelo de desenvolvimento e de negócios. Os desenvolvedores de Software Livre não tem a menor intenção de copiar códigos fechados. Eles não precisam disso. A maioria tem uma capacidade gigantesca e sabem que tem milhões de programadores pelo mundo que irão contribuir com esse código se tiverem interesse. Obviamente, também existe uma lei de seleção evolutiva com o Software Livre. Softwares Livres bons conseguem facilmente contribuidores e crescem, enquanto Software Livres mal-feitos não conseguem encontrar colaboradores e padecem. Claro que também existem algumas raras vezes em que a idéia é boa e a programação não tanto. Nesse caso pode ser, que bons programadores reescrevam o código e o programa cresça com um código descente. Se isso não ocorre, o programa inevitavelmente padece. Existe também uma diferença entre fazer um navegador, um editor de imagens, um processador de texto ou, mais phoda ainda, um sistema operacional, e entre fazer um sistema de cadastro de clientes ou um site para uma empresa. Um programador mediano sozinho pode fazer um sistema de cadastro de clientes ou um site de uma empresa. Mas um programador mediano não faz um sistema operacional, obviamente. Mesmo programadores phodas não podem fazer um sistema operacional sozinho. O Linus Torvalds é um puta programador, um gênio mesmo, começou criando o Linux sozinho, mas no caminho conseguiu o interesse de outros programadores phodas que fizeram o Linux evoluir a passos de gigante. Se o Linux desde o começo não tivesse seu código aberto, ele provavelmente nunca teria visto a luz do dia e obviamente nunca teria alcançado o sucesso que é hoje. Provavelmente nem mesmo se o Linux tivesse dinheiro para bancar uma grande empresa, pois poderia até lançar o Linux, tendo uma equipe contratada de desenvolvedores, mas não conseguiria o crescimento que conseguiu hoje que torna o Linux o sistema mais utilizado em servidores e em constante crescimento nos desktops e nos dispositivos móveis, capaz de fazer tremer a microsoft.
Por melhor que seja um programador, ele consegue sim criar um programa do nada, mas muitas vezes isso se chama reinventar a roda. A colaboração é importante para conseguir a evolução. Se todos trabalhassem sozinhos, tudo demoraria mais para ser criado e não teria a mesma qualidade que tem hoje. Isso pode ser visto não apenas na computação, mas também na psicologia, na medicina, na física, na filosofia, na psicologia, na História, na literatura. Einstein obviamente era um gênio, mas ele teve algum conhecimento que foi passado para ele antes de poder criar suas teorias. As bandas que você ouve, como Versailles, tem bons músicos, mas eles nunca poderiam estar tocando o que tocam hoje sem influências de bandas anteriores, como eles mesmos colocam que tiveram influências (até mesmo Angra -brasileira- e X-Japan é influência de alguns membros do versailles pelo que vi). Se não existisse o rock, não existiria o metal, se não existisse a música clássica, o metal de hoje não teria a mesma estrutura musical, pois como pode ver, a melodia do metal, mesmo sendo uma música pesada como rock e com instrumentos usados no rock, é mais parecida com a estrutura de uma música erudita (eu disse parecida…). Se ninguém tivesse os conhecimentos de canto, os vocalistas não poderiam cantar como hoje. Muitos vocalistas de metal e rock tem aula de canto erudito, mas também usam outras técnicas junto, como o drive, por exemplo. O que importa é que nada evolui sem a contribuição e sem a partilha do conhecimento. Se champolleon não tivesse encontrado e estudado a pedra de rosetta, muitos historiadores hoje não poderiam continuar contribuindo da mesma forma com a História. Se não fosse por conhecimentos médicos do passado, a medicina não estaria aonde está hoje. Se não fosse pela literatura do passado, muitos livros não estariam sendo escritos como são hoje.
Um programador pode sim aprender em casos gerais ao ver um código. Não estou dizendo “lendo um código” como você colocou. Estou dizendo “observando o código”. Observar é diferente de ler. Observar tem muito mais a ver com tentar entender do porque foi feito de tal forma, encontrar erros e pensar em formas de melhorar, entender como esse código consegue solucionar um problema complexo e pensar em formas mais simples e eficazes de solucionar o mesmo problema criando outro código. O fato é que a maioria dos grandes programadores não são os formados em faculdades. São os que desde cedo se mostram interessados pela programação. Como alguns dizem, programação é poesia. Não é uma coisa mecânica como as faculdades ensinam. Geralmente os programadores de faculdade acabam sendo medianos e trabalhado em uma empresa que faz softwares simples para outras empresas. Isso porque o interesse deles é apenas o emprego. Os que desde cedo programam, vêem códigos, esses sim não tem a limitação das faculdades. eles aprendem de uma forma livre e não mecânica. Eles fazem por interesse na programação, por amor ao que fazem. Eventualmente muitos deles acabam fazendo uma faculdade, mas apenas para melhorar seus conhecimentos ou porque sabem que no mundo de hoje é necessário um diploma.
Um médico pode aprender mais observando várias cirurgias do que lendo várias vezes o tal livro “como realizar uma cirurgia”. No livro alguns detalhes sempre são esquecidos, mas em uma cirurgia nada é perdido. Obviamente é possível observar uma cirurgia, mas não existem livros do tipo “como realizar uma cirurgia”. O conhecimento de algo complexo não vem dessa forma. Tenho meus livros de Linux aqui (Running Linux, Linux Network Administrator’s Guide, Linux Hackers Expostos e outros do tipo). Aprendi muito com eles, mas nada comparável ao que aprendi usando Linux no dia a dia. Da mesma forma tenho alguns sobre programação (Ruby, conhecendo a Linguagem, C Problem Solving and Programming, C Avançado, Bibliotecas C, Linguagem C, Programming with GNU Software e outros), que ajudaram e muito, mas nada comparado ao que pude aprender programando. Claro que não sou nenhum programador como disse em um comentário anterior. Meu interesse maior é Linux, administração de sistemas e redes. Nesse caso, apenas aprendi programação para saber um pouco mais, mas sei que se eu não tiver um interesse maior por programação, comparável ou maior ao que tenho por Linux, eu serei um programador medíocre. E não vou fazer isso apenas por dinheiro, porque obviamente levaria uma vida infeliz e seria um péssimo profissional.
você disse “um programador que não aprende os principios da linguem e, apenas lê códigos”. Mas isso não é verdade. Um programador sério que gosta do que faz ele vai “observar” os códigos, e não ler. Ele vai procurar entender o que aquele código faz e vai entender o funcionamento do programa e vários conceitos da linguagem.
Você perguntou quantos bons programadores que aprenderam lendo outros códigos. Posso citar exemplos como o do Marcelo Tosatti, que com 14 anos trabalhou na Conectiva e com 18 foi escolhido pelo próprio Linus Torvalds para ser mantenedor da versão 2.4 do Linux. A maioria dos programadores de Software Livre e muitos também que hoje trabalham em empresas de software proprietários aprenderam dessa forma. A observação é muito importante sempre. Sem a observação não podemos entender os pontos fortes e os fracos. Todos que tem sucesso se baseiam principalmente na observação. É como um lutador de boxe, que não apenas treina, mas também observa a luta de seus inimigos para entender suas fraquezas para atacá-las e seus pontos fortes para evitá-los. Muitos artistas marciais dizem que se aprende muito mais observando a luta do Bruce Lee com o Chuck Norris no filme “O Vôo do Dragão” do que treinando formalmente por anos. Isso é óbvio. No filme, o Bruce Lee fez questão de colocar uma coreografia cheia de golpes que podem ser usados em uma luta real. A principal preocupação dele naquele filme foi fazer uma luta bem real ao invés de fazer algo que parecesse bonito. O treino nos dá as armas. Nos faz desenvolver socos e chutes rápidos, reflexos etc. Mas a observação nos faz entender coisas como economia de socos e chutes, defesa, ataques, movimentação etc. Da mesma forma, usando agora a arte marcial como exemplo, um lutador não vai ser tão bom se apenas aprender a teoria. Ele terá que praticar o que aprendeu. E ainda melhor será se praticar com outros lutadores melhores e mais experientes. Um programador vai aprender muito mais sobre programação observando outros códigos e aprendendo as técnicas usadas para criar seu próprio código. Melhor do que apenas aprender funções, comandos, declaraçoes, loops etc e sair programando.
Lendo livros da especificação da linguagem eles podem sim aprender TEORICAMENTE tudo o que a linguagem possibilita, mas com a observação de outros códigos eles poderão encontrar formas melhores de aplicar o conhecimento.
Observar código não é a mesma coisa que copiar e colar, como você disse. O que observa é o que mais se interessa em aprender, pois ele se dedica não apenas a aprender formalmente para passar de ano, mas também a observar e entender como um código funciona apenas para melhorar sua capacidade. Geralmente os que programam com layout fixo, tabelas, dreamweaver, flash, são justamente os que saem de um cursinho de programação procurando ganhar dinheiro. O conhecimento exige dedicação e tempo. Não é algo que se consegue dominar com 4 anos de faculdade. Quando o código era totalmente fechado os programadores não eram obrigados a programar corretamente como você disse. eram apenas obrigados a programar do zero. lembre-se também que antes dos códigos serem fechados, eles eram abertos. Esses sites mal-feitos que travam seu computador não são feitos por programadores como os que mexem com código aberto. São feito por crianças que gostam de copiar e colar e isso é muito diferente de observar e aprender um código. É a mesma coisa que tinha quando comecei a usar internet em 1997. Os que se proclamavam “hackers” apenas porque ficavam pegando scripts e programas prontos para “nukar” os coleguinhas no IRC.
Sobre os músicos que tocam de graça, sim eles existem. Um exemplo foi o festival Woodstock, que aconteceu de graça. Existem muitos músicos sim que tocam por amor ao que fazem. O dinheiro não é um pecado e ele é feito na música e também no Software Livre. O problema não é querer ganhar dinheiro fazendo algo que ama. O problema é querer apenas ganhar o dinheiro custe o que custar. um bom músico fará uma boa música por amor à música e obviamente ganhará muito dinheiro com isso e aproveitará. Mas ele ama A MÚSICA e continuará tocando por amor à música. O dinheiro é uma conseqüência disso. É dificil verem sim músicos que tocam de graça, mas existem. Mas isso não significa que todos que ganhem apenas toquem por dinheiro. Não podemos ver muitos tocando de graça, mas podemos ver muitos que continuam fazendo boa música e se recusam a fazer músicas modinhas apenas para agradar a mídia de hoje. Existem casos de bandas que perderam contrato e muito mais simplesmente por se recusarem mudar o estilo que gostam de fazer.
Muitas vezes também, as partituras são dificeis de encontrar não por causa dos músicos, mas por causa dos que detém os direitos das musicas.
Você falou que não disse que os programadores de código aberto copiam e colam, mas falou e muito dos que copiam e colam como se fosse isso que os programadores de código aberto fizessem.
E sim, flash é horrível. detesto flash. Odeio entrar com minha conexão horrível em um site feito inteiramente em flash. Além do fato de serem mal-feitos, pesados, desnecessários, o flash também não é tão bem visto pelos mecanismos de busca, o que não permite um uso tão eficaz de SEO. Dá uma olhada depois no meu post “Flash: A merda está feita”: http://terramel.org/flash-a-merda-esta-feita/
Nesse post sou crucificado pela molecada do flash. Justamente o mesmo tipo de pessoas que se dizem desenvolvedores web e só fazem porcaria no código.
E sim, é comum vermos pessoas copiando e colando códigos em seus sites. Realmente não são programadores. mas também não deve-se crucificar todos porque muitas vezes são apenas pessoas brincando e que não tentam ser programadores. Um desenvolvedor de Software Livre não faz isso. Ele cria código próprio, ele contribui com um projeto livre e isso é diferente do garoto que copia código em seu site. Eu como falei, não me considero programador. Tanto que aqui nunca falo sobre código e programação. Costumo falar sobre Software Livre, Linux, política, música e outros assuntos.
Geralmente um site que não funciona bem em um navegador, é um site que não respeita os padrões w3c. Geralmente esses sites são testados em Internet Explorer que é um navegador que não respeita os padrões. Sobre padrões w3c, pelo que sei, o Opera foi um dos primeiros navegadores a respeitar a nova especificação do w3c. Mas não sei dessa época em que gmail não funcionava no Opera, já que sempre usei mais o Firefox.
você disse: “destes sites que eu estou cansada. Mas, por que eles fazem isto? Simplesmente, por que é o padrão de fóruns ou blogs prontos e eles não tentaram fazer um novo. Desta forma, as coisas apenas se reciclam, nunca evoluem. Se eu começo a fazer meu site do nada, sem ler outros códigos, existe a possibilidade de eu criar formas mais eficientes de fazer tudo.”
Mas quem disse que eles querem criar algo novo? A maioria quer apenas deixar um site no ar. Se não existissem softwares para foruns e blogs, provavelmente nem mesmo existiriam os desses usuários já que teriam que contratar alguém para isso. Nem todos são programadores e nem todos tem interesse ou tempo para programar. Se não tivessem, o pouco de evolução que teve não existiria. Se você começa a criar do nada, sem ler outros códigos, existe mais ainda a possibilidade de que você crie algo parecido com os que já existem ao invés de criar algo novo. Vai ter que se preocupar em criar o básico do que já foi criado e não poderá focar em novas coisas. Como diriam alguns historiadores, “aquele que não conhece a História está condenada a repetir os mesmos erros do passado” (ou algo assim). Já que você é programadora web, gostaria então de pedir-lhe para fazer uma experiência. Crie do zero, você, sozinha, como programadora, com código fechado, um CMS igual ou melhor que o WordPress. Reproduzir não é ganho, mas para criarmos algo melhor é necessário ter o conhecimento, e se o conhecimento for negado, os códigos fechados e tudo mais, ninguém poderá criar algo novo. Apenas correrá o risco de produzir com outro código o que já foi uma vez produzido.
O modelo proprietário está ultrapassado. Ele funciona como o mercantilismo, coisa já antiga. A venda e só a venda. Existem inúmeros programadores e softwares hoje. é inviável para o consumidor conseguir comprar uma boa parcela dos softwares se for realmente comprar. O preço também é muito mais alto do que deveria. No final todos acabam pirateando, tornando o modelo proprietário inviável até mesmo para empresas de software. Claro, que para empresas gigantes como M$, o modelo ainda funciona, apesar de que está caindo e não funciona mais tao bem como antigamente. desenvolvedores pequenos nao tem mais lugar para esse modelo, pois são ofuscados pelos maiores. Por essa razão muitas empresas de software auqi no brasil, por exemplo, apenas se limitam a fazer software para outras empresas, sob demanda. O Software Livre pode também ser vendido e muitas vezes é o que acontece. O Red Hat, por exemplo, é uma distribuição voltada para empresas e é vendida com caixinha, contrato, serviços e tudo mais. Mas ainda assim o software é livre. Por que comprar? Simples. É uma distribuição diferenciada, mesmo sendo livre como as outras, e que, apesar de poder ser copiada gratuitamente. Mas é mais interessante para as empresas que tenham também o contrato do serviço e coisas do tipo. O modelo proprietário ficou no passado. Existem vários outros modelos de negócios. Um dos que citei, o SaaS, Software as a service, está crescendo cada vez mais, por exemplo. Podem também ter empresas que adequam uma distribuição Linux da forma necessária para outras empresas e, uma empresa se quiser, pode até mesmo contratar programadores capazes de adequar uma distro ou um software livre ao serviço que fazem, coisas que obviamente uma grande empresa como a M$ nao poderia fazer e nem permitir fazer, já que o código é fechado. O software livre permite uma movimentação maior da economia dessa forma, ao invés de centralizar o lucro todo em uma única empresa. Com o Software Livre países como o Brasil podem se desenvolver melhor e focar os gastos aonde realmente é melhor para o país.
Cobrar serviço é diferente de cobrar por um software. O software uma vez pronto está pronto. Se você compra um bolo, você pode dar um pedaço para um amigo, mas se você compra um software não pode passar para ninguém porque a licença não permite. um médico cobra seu serviço poruqe ele gasta tempo fazendo o serviço. um software é feito uma vez e ainda tentam proibir que ele seja passado para um amigo, mas se eu compro um software, eu devo ter o direito de usá-lo da forma como quero, assim como qunado compro uma bicicleta e posso emprestar para meus amigos. A ganancia do modelo de software proprietário não é tentar vender o software. vender é completamente normal e aceito. O problema é quando o cliente paga por um produto que não será completamente dele. Ao comprar esse produto ele adquire mais deveres do que direitos. Como falei, não há mal em vender um software. O problema do modelo proprietario não é apenas vender, mas colocar restrições em cima do comprador. É essa a ganancia, tentar conseguir muito mas dar pouco. se esse modelo continuasse os softwares não evoluiriam tanto e não seria necessária a prestação de serviços. Já um serviço é mais útil para uma empresa e permite que mais pessoas sejam empregadas, além de ser mais justo para os dois lados. Podemos falar mal do software fechado e cobrar pelo serviço. Posso muito bem fazer um software livre, cobrar apenas o preço ou até mesmo distribuí-lo de graça e cobrar apenas pelo meu serviço. Não existe problema nenhum nisso.
O mal pior do ser humano não é apenas pensar no suor do outros, mas é pensar que todo cliente é otário. E é assim que a maioria das empresas pensam. Pagar é uma coisa. Pagar muito por algo que não tenha tanto valor é outra.
Ah, ouvi a banda Versailles. Não conhecia. Muito bom o som deles. Obrigado por ter citado ela no comentário. Sugiro que você ouça X-Japan ou hide. a carreira solo do hide está mais para rock, enquanto X-Japan é mais metal.
Sobre visual kei, pelo “O músico deve ganhar o dinheiro com a música e deve fazer a música porque ama fazer a música.”, eu creio que não se aplica a visual kei. O produto de um músico/banda visual kei não é apenas sua música, mas também a idéia que seu visual traz. Mesmo por que muitas bandas prezam o visual acima da própria música e, sem o visual, não venderiam nada (é o caso de SuG, por exemplo).
Versailles, ao contrário, preza a beleza acima de tudo, tanto musical quanto dos trajes; e nos trazem de volta à aristrocracia francesa com um toque vampírico, eles contam a sua própria história como um grupo de vampiros aristocratas que entraram em torpor naquela época e renasceram agora, desejando limpar o mundo da feiura, morte, fome e todos os problemas que a raça humana traz a ela própria.
O fã deve respeitar o que o artista quer e o que ele não quer dar, afinal, é um direito dele.
Sobre Jobs e Violet Blue, só ouvimos uma parte da versão e, mesmo que tenha sido como ela disse, não estamos na pele de Jobs para julgá-lo.
Além disso, como ela mesmo disse, ele estava mexendo no próprio celular, nem mesmo desocupado estava. Além disso, como a mulher ali riria da garota se Jobs estivesse sozinho? Mesmo por ser fã, ela pode (e, eu acredito que deve) ter sido alvoroçada e pode tê-lo cutucado frenéticamente (e não tocado seu ombro) ou ter interrompido uma conversa (ele pode ter parado a conversa para olhar algo no celular ou, talvez, até mesmo um erro ou uma dúvida do pessoal que estava falando com ele). Há milhares de possibilidades, e mesmo que estejam todas erradas, Jobs tem sim o direito de dizer que alguém é mal-educado se achar que o foi (assim como você o está fazendo).
Sobre Hideto, sim, realmente ele é visual kei. Eu realmente havia esquecido que ele era chamado de Hide e o tinha confundindo com Hyde (de Vamps e L’arc~en~Ciel). Ele é realmente bastante antigo, lembro que Versailles tocou no memorial a ele de 10 anos de sua morte.
sobre a falta de fotos do show, realmente, eu adoraria ter as fotos… Mas, eu respeito sim a particularidade deles que me atenderam super bem no encontro que tivemos (todos os fãs VIP tiveram um encontro com a banda) e, inclusive, assinaram minha flauta com um marcador elétrico… eles são ótimas pessoas, ótimos artistas, sua arte é uma das mais belas que já vi, mas KAMIJO, realmente, odeia quando alguém tira foto dele assim, de graça e, principalmente, sem avisar.
Isto apenas torna a imagem deles ainda mais intocável e aumenta o valor dela. Durante o live da França, eles abriram uns 2 minutos para aqueles que tinham câmeras, tirarem fotos e, inclusive, até fizeram poses e tudo mais …
Tirar a bateria dos celulares foi a única forma que a Yamato Music Station (organizadora do evento) encontrou para proibir as fotos, mas eu realmente acredito que foi uma das piores decisões deles (que já não foram muito bons). Porém, se Versailles não quer foto, nós devemos sim respeitar, por que acredito que seja preferível desconhecimento ao amor ou fanatismo sem respeito à privacidade ou às vontades do artista…
Acredito que o visual kei vende sua imagem por que ela precisa de, realmente, bastante cuidado e, em, muitos casos, ainda mais tempo que a música. HIZAKI e KAMIJO disseram, certa vez, que levam 4horas para se arrumar; enquanto o finado Jasmine You, 5 horas. TERU disse levar em torno de 2h e YUKI 15minutos. Mas, este tempo apenas aumentou de lá para cá, já que eles se tornaram major e, assim, cresceu sua preocupação com o que os fãs irão achar. Além disso, Versailles pretende derrubar o muro Japão/mundo e, se o mundo não ver a beleza neles, eles não os conseguirão conquistar.
Além disso, as fotos de fãs são mal-tiradas ou de má qualidade em sua maioria, logo, isto pode estragar a imagem dos integrantes da banda.
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Tenho certeza que Jobs sabe que os fãs são importantes para sua empresa, mas é uma escolha dele se deve ou não valorizar cada fã e, mais importante, quando valorizar. Afinal, o prejuízo será dele também, não é? Não tem por que julgarmos sua ação se o único prejudicado será ele no final.
Eu, por exemplo, estava andando normalmente num evento de matemática (I Feira de Matemática em Blumenau) há uns 2 meses atrás e uma senhora me pediu para tirar uma foto minha… Eu, pessoalmente, fiquei feliz com aquilo; mas, eu tinha todo o direito de recusar.
Além disso, há ainda a possibilidade de o próprio Jobs pode achar que não é nada demais e, por isso, ter recusado (como o matemático russo que negou o prêmio de US$ 1 milhão por ter resolvido a Conjectura de Poincaré e, nem por isso, alguém deve julgá-lo por desrespeito à empresa que o ofereceu).
A simpatia pode sim ajudar na venda de seu produto, mas ser simpático apenas para lucrar é muito pior que ser sincero e apenas ser simpático quando se deseja ou quando o ambiente está favorável.
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Sobre o navegador, é realmente uma questão de opinião, da mesma forma que você não pode dizer que o software aberto é o melhor.
Eu uso o Opera e adoro (Há uma opção para configurar o proxy dentro do menu Ferramentas > Preferências > Avançado > Rede.), você já não; eu uso windows e adoro, você, talvez, não. Eu uso Paint Shop Pro e adoro; você, talvez, use GIMP e goste.
Desta forma, a eficiência de um programa torna-se questão de opinião, logo, não se deve usá-la como motivo para obrigar os outros a abrirem o código de seus programas.
No caso do Opera, você poderia contatar a assistência dele que, realmente, corrige os erros de forma rápida e competente sem precisar que outro invada seu código e faça da forma que quer. Se apenas um programador (ou uma equipe) trabalha num programa, ele pode ser muito mais eficiente, embora, geralmente, tenha menos funcionalidades.
Sobre o editor de imagens, eu conheço o Photoshop, Paint Shop Pro e GIMP e gostei apenas do Paint Shop Pro; mesmo que ele seja o menos conhecido dos 3. Logo, também é uma questão de gosto. Desta forma não há como dizer “Os programas de código aberto são mais eficientes”, já que não existe um parâmetro de “eficiência”.
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Tenho certeza que muitos programas fechados são feitos com códigos de Software Livre ilegalmente. E, não importa se legal ou ilegalmente, reaproveitamento de código não passa de reciclagem. Raramente fica tão bom como um código feito exclusivamente para aquele programa. Não terá eficiência e, caso precise de algo a mais no código, o programador, provavelmente, não conseguirá por não entender o código.
Ser um bom programador é ser um artista; apenas com muito custo, o programa será compreendido por completo e, mesmo assim, isto não é garantido. Tenho códigos em C que acredito que 70% dos programadores não entenderiam. Não por que eles sejam incompetentes, mas é muito mais confiável fazer seu próprio código, já que você tem certeza do por que de cada variável em cada lugar. Se eu fiz o código, eu posso colocar detalhes camuflados que podem passar despercebidos.
Logo, se os softwares fechados “evoluem” ou, apenas, são acabados mais rapidamente, é, novamente, uma questão de gosto.
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Abrir a especificação de um tipo de arquivo é muito diferente de abrir o código do programa. Realmente concordo que a especificação do tipo do arquivo deveria ser aberta, já que faz parte da especificação do que o próprio programa faz e é um direito do consumidor como ingredientes em uma embalagem de alimento. Assim como devem ser abertas as especificações de jogos de vídeo-game, de quais produtos podem ser utilizados com quais eletrodomésticos e etc.
Para programadores de Assembly com muito tempo disponível é possível sim ver o que o programa está fazendo. Se o computador consegue ler, um bom programador consegue sim ler. Mesmo por que, a própria engenharia foi criada por programadores. O problema é que se quer ver o código já estruturado e organizado para entendê-lo mais facilmente (Ou seja, um manual de como o programa funciona).
Um fabricante pode sim abrir o carro para melhorá-lo, mas as empresas não podem disponibilizar manuais de como construir o carro confiando na boa vontade dos outros que não irão copiar partes de seu motor e vendê-lo desbancando ela própria que fez a maior parte do trabalho.
Sobre carros sendo criados diferentemente. Atualmente, os programas são criados diferentemente, assim como os carros. E precisam de sistemas operacionais diferentes(fazendo uma analogia com a energia).
Mas, os programas servem para coisas diferentes. Eu, por exemplo, gosto do Opera; você do firefox. Se existisse apenas um deles, ou eu ou você ficaríamos decepcionados. O paint shop pro deixaria de existir em prol do Photoshop e eu deixaria de editar imagens, por que eu odeio o layout de programas Adobe/Macromedia. Claro que eu poderia mudar o layout, mas quando saísse outra versão oficial, eu teria que modificar o código todo novamente.
Existindo competição entre as empresas, eu posso, pelo menos, escolher.
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Os sites têm seu código aberto e é exatamente isto que eu estou contestando. Dizer que a maioria dos programadores de software livre tem uma capacidade gigantesca é uma pretensão. Você não conhece todos para poder falar da maioria, aliás, quantos existem no mundo inteiro? “Maioria” não é exagero?
Eu não falo de um programador fazendo um sistema operacional, por que mesmo sendo possível (sim, é possível), levaria muito tempo. Mas, falo de uma equipe, onde todos se conhecem e trabalham juntos informando a todos os outros exatamente tudo o que está fazendo. Assim, pode-se aproveitar muito melhor a eficiência do programa.
Sobre o linux, eu não acredito que o linux seja um sucesso, mesmo por que já vi distros que são muito piores que o windows (pelo menos, muito mais lentos). Linux está realmente crescendo, mas, pra mim, isto são falhas do Windows e não mérito do linux.
Eu não falei que programadores não podem se ajudar, falei que eles devem receber por isto. Assim como médicos aprendem com professores que estão sendo pagos ou palestras também pagas. Assim como todas as descobertas nas áreas da ciência são pagas por revistas científicas, por palestras, por livros…
Médicos que se especializam em cirurgia ensinam a outros em palestras sim, podem até mesmo dizer como fazem. Assim como programadores. Ninguém precisa pegar o trabalho pronto do outro e usar (mesmo por que isto não é possível nas outras áreas).
Em literatura, imagine um poema código aberto. Viria alguém e colocaria um verso, outro e colocaria outro. No final, o poema iria ter um pouco de cada, mas poderia não ter a ver com a idéia inicial, ou pior, poderia desvirtuar todo o caminho. É claro que o poema ficaria muito melhor feito por apenas um cérebro, com apenas uma linha de raciocínio.
Versailles, com certeza, precisou estudar antes de ser o que é. Mas, eles não usaram partituras já prontas e apenas aprimoraram revendendo (isto seria usar o código aberto). Eles criaram, do 0, suas próprias partituras, suas próprias cifras, seu próprio conceito e sua própria música. (Não lembro se X-Japan influenciou Versailles, mas sei que Angra sim.)
Há uma grande diferença entre ensinar um modelo ou uma nova tecnologia e dar o código pronto. Eu usei códigos para entender sobre Ajax, por exemplo, mas não usei o código pronto. Após aprender (com uma apostila), eu criei meu próprio código para utilizar o ajax e o adapto para cada uma de minhas necessidades.
Ótimo que o rock foi criado, mas não necessariamente, eles precisam disponibilizar as partituras para que cada músico do mundo crie sua versão ou “melhore” a partitura.
Eu não sou contra aulas de programação (para partilhar o conhecimento), pelo contrário, sou muito a favor! Sou contra a reutilização de código por outra pessoa senão seu criador que o conhece a fundo.
(Sobre a questão do “ler”. Pra mim, ler é entender, já que analfabetos funcionais não conseguem “ler”.)
Não conheço bons programadores que não sejam formados em faculdades. Conheço péssimos que são formados em faculdades, mas nenhum bom que não é.
Poesia não deve ser ensinada, deve ser sentida. Apenas o que é ensinado nas faculdades é a linguagem que você pode utilizar e, no máximo, alguns exemplos de poesias para que você tenha uma idéia de como elas são. O resto é por conta de cada poeta (cada programador), afinal, é o seu sentimento que está no código e ninguém mais poderá entender completamente… A não ser que seja “essa coisa mecânica que as faculdades ensinam”.
Mesmo poetas não disponibilizam a forma de criar o produto que está sendo vendido (o poema).
Existem médicos que aprenderam apenas com a faculdade, mas eu não conheço nenhum que aprendeu apenas observando vídeos médicos.
Um bom livro feito por um bom médico não esquece nada. Da mesma forma que a documentação de uma linguagem de programação não deve ter informações pela metade.
Eu não conheço Marcelo Tosatti, então gostaria de perguntar por que é um “bom programador” e se ele nunca leu as especificações das linguagens que utiliza… Além disso, ele disse que aprendeu mais com códigos lidos (no sentido de entender) que com a especificação da linguagem ou livros? O conhecimento empírico nunca é completo, já que usa basicamente o que os outros já inventaram. Sem criar nada novo, não é um avanço para o mundo.
Além disso, não se pode obrigar alguém a compartilhar conhecimento. Isto é algo que deve vir de cada um.
Aqueles que usam tabelas, dreamweaver e flash são, em 90%, aqueles que nunca fizeram uma faculdade e/ou fizeram uma faculdade com um professor que não a tinha feito. Já que, deve-se ensinar, nas faculdades, sobre divs, floats, javascript e etc.
Eu não falo que todos os programadores de código aberto deixam de entender o código por trás de tudo, mas eles, muitas vezes, jogam fora a eficiência em nome da legibilidade do código. Também falo que o fato do código ser aberto possibilita que crianças copiem e colem os códigos criando seus próprios sites e lotando a internet de lixo; e não que os programadores de código aberto copiam e colam.
O festival Woodstock é um acontecimento de graça, isso não significa que todos os músicos de lá nunca cobrem por seus trabalhos, afinal, se fosse assim, teríamos CDs por 1 ou 2 R$ no mercado.
Sobre amor ao que faz, sei sim que se precisa ter; mas, é realmente a coisa mais injusta dizer que só por que um código é fechado, eu não amo o que faço. Amo programar, amo criar aquele código, do 0, que faz uma coisa muito bem. Amo pensar até ter a idéia para criar tudo do 0. Não gosto de copiar ou ler antes de fazer, isto só nubla minhas idéias. Respostas rápidas já prontas não são o melhor, o melhor é forçar seu cerébro à idéia até que ela seja criada.
As partituras são muito caras quando vendidas. Assim como o código de um programa deve ser. O livro com as partituras do último CD de Versailles saiu bem caro.
O flash pode ser bem construído e gastar pouco processamento sim, mas, como em toda linguagem, quando é usada por amadores, fica ridículo. Mesmo por que até o Google usava flash até a algum tempo atrás para algumas funcionalidades. A diferença é que ele usa no que ele é feito para ser usado, não para criar o site inteiro.
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Sobre os sites já prontos
Mas, é este exatamente o problema… Pessoas usando a internet sem um conhecimento é o mesmo que motoristas sem carteira. Atrasam todo o resto… Deixa a internet lenta, exige que os computadores sejam melhores e nos cansam, do mesmo jeito que um site inteiro feito em flash te cansa.
Sei que eles não têm culpa, assim como os que criam com flash. Mas, eles poderiam, pelo menos, ser um pouco mais atenciosos com os computadores dos outros…
Ora, mesmo conhecendo a história, você pode tornar a cometer os erros do passado; mas, se você não a conhece e erra, você nunca irá errar novamente. Além disso, conhecer a história é ler o que aconteceu, eu não condeno ler aulas com o que não se deve fazer ou o que se deve. Isto incrementa o conhecimento. Eu apenas condeno ler exatamente o que você deve fazer imediatamente antes de começar a fazer; já que as idéias já usadas funcionam como uma barreira para a maiêutica(o “parto” das idéias).
Eu nunca utilizei o WordPress, mas eu criaria facilmente, sozinha, um Blogger (pelo menos, as partes que eu vi dele) melhorado em 1 mês.
Criei alguns dos meus sites em questão de um dia ( http://frutarianismo.hime-chan.com/ ), claro que eu o fiz sem uma burocracia, sem uma segurança, já que é apenas um site pessoal. Mas, fiz o máximo para a eficiência que eu poderia fazer na época (foi no início de minha vida como programadora há um ano, então eu evolui bastante desde lá).
O que eu defendo não é negar conhecimento, mas sim negar cópia. Conhecimento pode ser aprendido em livros ou em trechos de códigos que os internautas disponibilizam em blogs para serem lidos e explicado cada passo.
Não acredito que todos os desenvolvedores de linux leram (com o sentido de ler e entender) o sistema inteiro para fazer o que fizeram. Mas, tenho certeza que isto ajudaria em muito na evolução da eficiência de qualquer programa.
Não entendo no que o mercantilismo tem a ver com o código fechado. O lucro é prezado ainda hoje no capitalismo. O mercantilismo pregava a intervenção do Estado na economia, diferente do liberalismo que deve ser aprovado pelo código fechado (já que a própria microsoft foi alvo de interferências do Estado e precisou pagar duras sanções).
Acredito que a pirataria de softwares apenas auxilia no crescimento deles, já que o próprio windows não seria tão utilizado se não houvesse a pirataria.
Ora, se devemos dividir os lucros das grandes empresas de software, o que me diz de obrigar a coca-cola a revelar a lista de ingredientes (o que deveria sim ser obrigado, já que pessoas vegetarianas, vegans e frugívoras não sabem se podem ou não consumí-la, por exemplo)? Ou o que me diz de a Toyota ou a Mitsubishi revelar toda a tecnologia de seus motores para dividir o lucro com as outras empresas que surgirão? O capitalismo preza a concorrência, não há sentido em querer igualar as empresas fazendo-as copiar de outros. Elas devem conseguí-lo por esforço próprio.
Se você compra um bolo, você pode dar um pedaço para um amigo sim, mas você perde aquele pedaço. Se você compra um software, você pode dá-lo inteiro ao amigo ou ficar com ele (que tal emprestá-lo?), assim como um celular, você pode dá-lo ao amigo ou ficar com ele. Claro que você pode quebrá-lo no meio e dar apenas a metade, mas isto o tornaria inútil.
Ninguém proibe ninguém de emprestar o software, mas sim de copiá-lo; já que a cópia é proibida. Porém, você pode instalar num notebook e emprestar o notebook para os outros livremente. Se fosse possível “copiar” a bicicleta seria sim um crime, já que acabaria com as fábricas de bicicletas.
Se um cliente compra um software, ele sabe o que pode fazer e o que não pode, do mesmo jeito que eu não posso comprar um livro e fazer uma cópia para doar aos outros ou mesmo disponibilizar inteiramente na internet. Quando o produto é “conhecimento”, existe a possibilidade de copiá-lo, logo devem existir leis de direitos autorais que defendam o autor; afinal, depender da boa vontade do cliente em comprar sua obra ao invés de copiá-la gratuitamente, não funciona nem tornando isto ilegal, seria pior ainda se fosse legal.
E se o cliente sabe o que está comprando, é escolha dele comprar ou não. Posso dizer que todos que compram roupas com marca renomada são otários apenas por que eles podiam ter algo por um preço menor? É uma escolha de cada um onde gastará seu dinheiro ou não. A empresa não obriga ninguém a comprar, o cliente apenas escolhe. Se ele acha que o preço é muito alto, simplesmente não compre. Mas, não parece ser o que a maioria pensa, já que as empresas com código fechado continuam extremamente ricas.
Eu tentarei ouvir X-Japan ou Hide; acho até que KAMIJO os citou em alguma entrevista, mas não lembro muito bem o que disse… Mas, tentarei sim. Obrigada pela indicação.
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A propósito, não consegui responder o post acima, então estou reenviando outro…
Responder
A foto por si só já revela a afronta e o desrespeito que esses “afortunados” tratam àqueles à sua volta. Não preciso ouvir a versão de ninguém não além desta fã.
Não é a primeira vez que esse infeliz trata os outros com desprezo. Deve se por isso que está morrendo de cancer, por não enxergar que um dia vai prestar contas com Deus.
Odeio esse cara, odeio sua politica monopolista, agressiva e fechada.
Ainda bem que Bill Gates o roubou e passou-lhe a perna. Jà imaginou se esse egoísta fosse o dono do mercado de software ? Imagine o caos e o atraso tecnológico que estaríamos sofrendo por conta deste fanático e mesquinho.
Bill Gates faz filantropia, mas esse maldito Steve Jobs é incapaz sequer de tirar uma foto com um fã.
Eu quero que esse cara e seus produtos se explodam e desapareçam do mundo. Inferno é pouco para esse ser abominável.
Responder
Hime-chan
Reply:
August 16th, 2010 at 7:27 am
#Negando-se a ouvir a versão do acusado;
#Odiando alguém e ficando feliz por ele estar com câncer;
#Julgando alguém que, certamente, não conhece simplesmente como atrasado, mesquinho apenas por não ter tirado uma foto com alguém que nem sequer conhecia e sem nem mesmo saber o porquê de sua recusa;
#Desejando o inferno a outra pessoa…
Eu não poderia esperar algo diferente de uma pessoa que acredita em deus…
Responder
[...] problogger deve sempre entender a importância que tem sobre a vida dos pobres mortais. Se Steve Jobs, que é apenas alguma coisa da Apple, pode se dar ao luxo de humilhar uma fangirl que ped…, você pode e deve fazer muito mais, já que é um problogger famoso e muito ocupado. Não responda [...]