Será realmente culpa do Linux sua pouca aceitação no Desktop?

Os fanboys da M$ e até mesmo alguns usuários de Linux (na verdade aqueles chatos que querem parecer “realistas”, moderados e ao mesmo tempo entendidos) insistem em dizer que o Linux não está pronto para o desktop. Eu particularmente acredito que está pronto. Uso-o perfeitamente em todas as minhas máquinas e consigo fazer qualquer coisa que precise com meus Linux. Se ele não estivesse pronto para a desktop, meu avô nunca teria usado OpenSuSE, minha mãe nunca teria usado Ubuntu e vários colegas meus não estariam hoje usando Ubuntu, Mandriva ou Fedora em seus notebooks. O Linux é perfeito para o desktop em todos os casos, exceto se você for um jogador compulsivo que tenha comprado seu PC apenas para jogos. Nesse caso eu mesmo, que detesto o Windows e a M$, recomendo que você mantenha seu XP instalado – ou então que compre um Playstation 3, um Wii, ou um XBox.

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Mas vamos esquecer os jogos, pois esta não é a finalidade desse post. Desde o final do ano passado venho fazendo estágio em uma empresa que presta serviços para a prefeitura e desde de o ano passado fui enviado para ser um dos técnicos da Secretaria da Educação da minha cidade. Atualmente a secretaria tem apenas dois técnicos: eu e o Guilherme, que começou a fazer estágio lá no mesmo dia que eu. O Guilherme tem ótimos conhecimentos de informática (especialmente Hardware), mas não havia usado Linux anteriormente. Sempre que necessário dou algumas dicas para ele. Atualmente ele já consegue muita coisa no modo gráfico e o básico no modo texto. Até criou um scriptzinho para mudar o IP de uma das máquinas que ele usa quando necessário (usando comandos como ifconfig, por exemplo) e instalou o DOSBox para estudar C com o Turbo C que é a ferramenta que usa em sua faculdade. Está até dando uma fuçada no Geany para integrá-lo com o DosBOX e o Turbo C para programar na IDE Geany e compilar no Turbo C (por causa daquela biblioteca chata: CONIO.H).

Por enquanto falei de como está se saindo um estudante de Engenharia da Computação que nunca havia usado Linux. É normal que eles se saiam melhor com outro SO do que usuários finais (aqueles que mal sabem ligar o computador). Não vou mentir dizendo que os funcionários lá adoram o GNU/Linux e se dão super bem com ele. Na verdade muitos (a maioria professoras e diretoras de escola) detestam o Linux. Mas até onde a culpa é do próprio Linux? Uma coisa que percebo é que essa aversão que os funcionários da secretaria tem pelo Linux é apenas medo daquilo que desconhecem. Mas a maior culpa dessa aversão dos funcionários pelo Linux parece ser das próprias pessoas que planejaram a migração. Os computadores que mais tem na secretaria são de dois tipos: Os mais antigos com monitor CRT, 256Mb de memória que roda um Ubuntu padronizado. Os mais novos, que em sua maioria rodam Windows XP, tem monitor LCD e 1Gb de memória. Qual a primeira associação feita? Hmmm.. Linux nos micros mais velhos e com menos recursos e Windows XP nos micros mais novos e com mais recursos. Quando paro para conversar sobre Linux e tento explicar que o Linux é melhor, a maioria dos funcionários parecem já saber do custo e associaram o Linux à liberdade de preço, mas obviamente desconhecem a verdadeira liberdade que é provida pelo Software Livre – claro que não acho que esse tipo de conhecimento daria mais motivação aos funcionários. Mas o problema é que eles pensam que o Linux é pior simplesmente por ter custo zero. Acredito que antes da migração os funcionários deveriam ter recebido uma palestra explicando as verdadeiras vantagens do Linux, não apenas as vantagens do código aberto, mas também as vantagens técnicas como, por exemplo, segurança.

Outro problema é a interface. A maioria das máquinas com Ubuntu simplesmente teve a barra superior do Gnome puxadas para baixo (sim, duas barras no canto inferior da tela, uma em cima da outra…) para talvez lembrar um pouco o Windows… Isso é ridículo. Não é assim que vai motivar usuários a usarem Linux. Sinceramente, se a barra fica embaixo ou em cima não faz nenhuma diferença. Apenas estética. E o tema padrão do Ubuntu já é feio…

Tomei a liberdade de fazer uma pequena experiência no trabalho. Primeiro em uma das poucas máquinas boas (monitor LCD e 1Gb de RAM) que tinha Ubuntu. Instalei o tema Tropical e ativei o Compiz Fusion em uma das máquinas, além de configurar para deixar com os efeitos mais legais como, por exemplo, janelas gelatinosas ao arrastar, cubo, expo, organizar todas as janelas lado a lado ao chegar com o mouse no canto do tela, alt-tab com efeitos mostrando as janelas sendo trocadas etc. Disse à funcionária que era apenas uma experiência. Ela, é claro, havia concordado em fazer a experiência antes da configuração. Passei no outro dia e perguntei o que estava achando, se estava muito complicado. Ela disse que estava gostando muito e que, além de lindos e impressionante, os efeitos também a ajudavam a se organizar melhor e aumentavam a produtividade dela. Resolvi esperar mais uma semana e perguntar se teve algum problema ou se tudo continuava bem. Ela mais uma vez disse que estavam excelentes os efeitos e que depois de ver a capacidade real do Linux estava preferindo-o ao Windows (antes ela era uma das que reclamava do Linux).

Um tempo depois pediram para eu trocar a máquina de outra funcionária. Essa já era uma das mais leigas e que mais reclamavam do Linux. Cheguei com uma máquina (agora uma mais antiga) já com um tema bonito e Compiz Fusion configurado. Achei que ela talvez fosse estranhar. Dei uma breve explicação sobre os efeitos e disse que se achasse algum problema ou dificuldade era só chamar. Alguns dias depois o chefe de TI da secretaria (que eram quem havia pedido para eu levar a máquina) me disse que a funcionária só tinha elogios para a máquina e estava muito feliz com seu funcionamento. Outros funcionários que viram essas máquinas com um tema bonito e Compiz Fusion já vieram me pedir também para eu configurar para eles.

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Essa pequena experiência me fez confirmar que aparência tem uma grande importância para o usuário final. Desde quando começaram a sair as primeiras screenshots com o cubo do Compiz e do Beryl (antes de ser Fusion), muitos “entendidos” saem por aí falando que isso é besteira, que é apenas firulinha, que não aumenta produtividade. Mas é claro que aumenta a produtividade. Camada de widgets, expo, organizar janelas e vários outros efeitos ajudam muito na produtividade. E além de aumentar a produtividade faz o usuário ter um interesse maior pelo sistema. O que é melhor para trazer um novo usuário para o Linux? Mostrar uma desktop linda com efeitos que eles nunca viram antes ou falar que vai colocar Linux na máquina dele porque não precisa pagar licença?

Outro problema que vejo com a migração para Linux aqui no estágio é que muita coisa parece não ter sido muito bem pensada. Um exemplo é o sistema da Prodesp. Um dia precisei configurá-lo para rodar em uma máquina com Linux. Não consegui! Gostaria de avisar antes que o sistema é feito em Java. Acredito que a maioria dos leitores conhece o conceito de máquina virtual java e sabem que em teoria um programa feito em Java roda em qualquer sistema operacional, certo? Errado! Esse tal de Prodesp usado aqui na Secretaria foi feito para rodar em cima da MS-JVW, a Máquina Virtual Java da Microsoft! Acho que muitos sabem o que significa isso: O negócio só roda em Windows com Internet Explorer. Um detalhe é que nem mesmo a própria M$ dá mais suporte ao MSJVM.

Outro problema aqui são alguns softwares feitos apenas para Windows. Um exemplo é um setor que tem duas máquinas com Linux e não pode rodar um dos softwares necessários porque o “gênio” que o desenvolveu escolheu Visual Basic para programar. Hoje mesmo vou ver se dou um jeito de fazer rodar com Wine. Se não der certo tento aproveitar uma das máquinas com Windows do setor para fazer o Linux executar o programa remotamente (isso, claro, se não trazer nenhum problema de licenças).

Esse tipo de coisa me faz questionar o tipo de profissional que as empresas contratam para cuidar de coisas que deveriam ser levadas mais à sério como TI e migração. Será que até mesmo empresas maiores andam contratando aqueles sobrinhos que acabaram de terminar o curso de Informática para cuidar de coisas sérias como TI?

Outra coisa que atrapalha mais do que ajuda, são os tais computadores populares que já vem com Linux instalado. Com tantas excelentes distribuições já conquistaram seu espaço no mundo Linux (Ubuntu, Fedora, Mandriva, MSOpenSuSE), os computadores populares continuam vindo com os ZéLinux da vida… O governo dá algum incentivo fiscal para empresas que criam distros para os micros populares e a empresa brasileira bem esperta (aka: malandra) lança sua própria distro para os micros populares. Algumas boazinhas como Insigne e MegaLinux, outras que não passam de uma troca de papel de parede (ok, se você ligar o MegaLinux vai ver na lista de boot escrito Ubuntu, mas é uma distro boa porque ainda é um Ubuntu e funciona direitinho) e outras (maioria) que são verdadeiros desastres. Juro que já vi umas 2 vezes em shopping notebook com Linux no console. Um deles se recusava a entrar em modo gráfico e outro nem tinha o X instalado!

Outra coisa que ferra com tudo é a mania idiota de querer imitar visual do Windows. Eita coisa chata! Sinceramente: temos efeitos 3D, temos excelentes ambientes gráficos como Enlightenment (tanto o 16 com o 17 ;D), KDE 3 e 4, Gnome, Fluxbox (diferente, leve, flexível, poderoso), XFCE e muitos outros, podemos juntar mais de um ambiente (Gnome com Enlightenment como Window Manager), temos recursos como desktop virtuais e muito mais coisas. Somos infinitamente superiores ao Windows e ao Mac na desktop. Temos programas livres pra caralho e a instalação é muito mais fácil em distros como Debian, Ubuntu e Sidux do que em Windows. Com tudo isso, por que ainda existem idiotas querendo reduzir o Linux ao nível de Windows? Para o usuário se sentir familiarizado? Bobagem! Um Linux com cara de Windows ainda não é o Windows! Quer mostrar o Linux para alguém? Mostre ele de verdade! Mostre tudo o que ele tem! Não deixe ele travestido de Windows que isso é horrível (sem contar que travestis usam Mac).



7 Responses to “Será realmente culpa do Linux sua pouca aceitação no Desktop?”

  1. Uma grande questão, Terrinha, é que normalmente as pessoas não querem sair da zona de conforto – muitas vezes nem sabem que nela estão.
    Com isso, são pouco receptivas a qualquer mudança.

    Eu não vejo nenhuma necessidade de se usar Windows. O que ele faz, outros SOs fazem, mais barato (distros Linux) ou melhor (como o Mac OS, para trabalhar com Photoshop e suite Adobe, por exemplo). E sei que você não curte o Mac OS também! hehe

    []s!

    Último post que Chris Benseler publicou foi: Extensões do Firefox para Microformatos

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  2. O maior problema não é o Linux. Nunca o Linux esteve tão fácil de se usar e de instalar. O problema são as aplicações para desktop.

    Claro que existem progrmas bons, como Eclipse, Netbeans, VLC, K3B, Apache Web Server, Firefox. Mas a grande maioria são programas difíceis de usar, bugados e são limitados.

    E, como você bem disse, uma coisa que queima o filme do Linux são esses “computadores populares” que vêm com essas distribuições bizarras e grotescas.

    Último post que Lucho publicou foi: Anônimos do orkut, tremei!!

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    Leandro SantiagoNo Gravatar Reply:

    Lucho, “disconcordo” quando diz que os programas do Linux são bugados ou difíceis de usar. Na verdade 90% dos programas disponíveis para Linux também rodam em Linux e quase sempre em Mac (o que faz que não sejam necessariamente programas para Linux :-) ). Qual a dificuldade em se usar um firefox? Só porque seu ícone não é um “ezinho” ele é difícil de usar? O problema é que a maioria das pessoas simplesmente não conhece o poder que tem quando usam Linux (sim, poder). VisualStudio e Delphi são bons? Sim. Muito. Mas em Linux temos várias alternativas – multiplataformas também! – para ele. Algumas não são tão “arrasta botão e o programa tá pronto”, mas outras são quase (como o QtCreate, Gambas, NetBeans, Lazarus-IDE…), além de muito estáveis. E porque o camarada que estuda quatro, cinco anos numa faculdade sai de lá para usar algo como VisualStudio se não precisará digitar código (todas aquelas aulas de algoritmos serviram para que?).

    Programas Limitados? A Microsoft funciona suporta somente tecnlogias da própria empresa (um tipo de documento, um protocolo de mensagens, um…) enquanto que a maioria dos programas do Linux tenta suportar o máximo possível (OpenOffice X Office, Pidgin X MSN Messenger…). Limitada é a Microsoft que se só enxerga o próprio umbigo!

    Falta coisas para o Linux? Sim. Falta e muito. Ontem ministrei um mini-mini-curso no FLISOL da minha cidade sobre – pasmém – o processo de instalação do Ubuntu. Dei uma breve explicação sobre os programas do Linux, deixando bem claro suas qualidades e defeitos e nunca caindo naquela de que o Linux é melhor, pois, por exemplo, o OpenOffice ainda está muito atrás do MS Office em recursos e estabilidade, mas que isso não é razão para dizer “o OpenOffice não presta e todo esse negócio de software livre é balela”. Acredito que tenha conseguido passar minha mensagem e até aprendi algumas coisas sobre Windows com alguns dos que estavam participando e usavam este sistema :-)

    E Terrinha, ótimo post! Um dos melhores dos últimos tempos!

    Último post que Leandro Santiago publicou foi: Quem olha assim diz que não tenho nada para fazer: malabares

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  3. Um post no twitter me lembrou este post: “Se a Apple consegue fazer uma p* interface em cima do Unix, porque raios o Linux não tem uma fodástica, sem bugs, unificada?”

    Para o usuário final que irá utilizar pacote de escritório, navegar na internet e multimídia, uma distribuição BEM configurada atende perfeitamente.

    Isso inclui a presença de codecs e programas proprietários, algo que os freetards de plantão morrem de urticária só de pensar.

    Como disse uma vez em um post no meu blog, inclusive comentado pelo Terramel, eu ainda acho que o Linux não esteja 100% (frisando: cem porcento) pronto para o desktop.

    Incluo nestes 100% o uso do Linux por profissionais que hoje DEPENDEM de softwares feito exclusivamente para outro sistema operacional e que seus equivalentes para o Linux não atendem.

    Exemplo clássico: Photoshop vs. GIMP.

    Também posso incluir aí o suporte para a maioria do hardware que porventura possa ser adquirido pelos usuários finais e puder ser instalado realmente com a filosofia “plug and play”, sem precisar compilar drivers, ou outra dificuldade.

    Isso sem falar dos usuários de jogos para PC.

    O dia que tivermos todos os softwares mais utilizados, a maioria do hardware trabalhando 100%, a amigabilidade tanto dos softwares quanto das interfaces gráficas do S.O se equivalerem ao Windows, aí sim posso considerar que esteja pelo menos 99% pronto ;-)

    Abraços!

    Último post que Leonel Fraga publicou foi: Armadilhas do C# – Atribuições, população de listas e referências

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  4. Leonel Fraga não entende que as empresas disponibilizam softwares e hardwares e direcionam apenas o mercado para o amigo Bill, realizando assim uma “linda parceria” !!!

    Freetards são pessoas que fazem funcionar coisas que empresas escondem ….

    Bem, nem adianta ficarmos discutindo aqui com alguém que só vê as coisas em uma única direção, como se tivesse um tapa olho ….

    É muito mais interessante explicar um pouco sobre os benefícios e facilidades do GNU seguindo de testes quando a pessoa realmente vê diferença do que ficarmos falando de filosofia. Acho sensacional a filosofia, Stallman e Linux são os caras do século na minha opinião … :)

    Também acho foda as pessoas quererem um Linux com cara de Windows, lembro do Satux, até botão iniciar tem … é mole, ai usam gnome e não usam diversas barras e botões que ela facilita o acesso ….

    Não sou fã de gnome, acho pesado demais, mas para quem esta com pensamentos by bill, pode ser interessante …

    abraço

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  5. Eu uso Linux a mais de 4 anos… só o Linux, sem essa falsidade de declarar Linux e manter windows em outra partição.

    Faço tudo que preciso, e atesto, Linux substitui 100% o windows.

    Linux ESTÁ pronto para DESKTOP.

    MAS…

    LINUX NÃO ESTÁ PRONTO PARA O USUÁRIO LEIGO QUE TENHA VISTO O WINDOWS

    Esta é a realidade, muitos vão cair matando dizendo que estou enganado, mas isso não muda nada! Falar e falar não muda nada!

    Tenho feito uma pesquisa a um bom tempo, todas as pessoas que compram PC com Linux (Linux de verdade, não estou falando daqueles coisas sinistras com nomes que nunca vimos), pessoas que nunca tiveram contato com windows (não foram contaminadas), essas pessoas se deram muito bem no sistema. Prenderam rápido e não encontraram dificuldades para operar.

    Mas…

    Pessoas contaminadas que derrepente se depararam com Linux… ou seja, pessoas que vieram do windows, estas sim, tiveram grande tormento. Não conseguem ficar nem duas semanas com o Linux no PC. Por vários motivos:

    * Um leigo contaminado não “adminite” (consegue entender) que existem programas para windows e Linux, não adianta ficar buzinando no ouvido dessas pessoas, parece que são surdas, você acaba de dizer que programas “for win” não são para Linux, e dois minutos depois lá estão elas tentando instalar o GTA, progaminha do celular, da máquina fotográfica, googleearh for win… e por aí vai! E já começam… a reclamar!

    * Um leigo contaminado fica estático, paralizado na frente do KDE/Gnome, olhando para aquela tela por vários segundos… procurando a palavra “Iniciar”. É o tempo inteiro tentando clicar seguindo o mesmo caminho que se faz no windows, Ex.: Iniciar -> Programas… E já começa a reclamar que não encontra nada.

    * Um leigo contaminado não consegue encontrar um determinado conteúdo na internet e já começa a culpar o Linux… dá pra acreditar nisso!?!!!!

    * Um leigo contaminado tem o ouvido do tamanho de uma porta de igreja, só escuta o povão, que vem mexer no PC, não dá conta de usar Linux e começa: Isso não presta, não funciona, coloca windows, todo mundo usa windows, isso é antigo, nem abre esse programinha que eu trouxe! (cheio de vírus por sinal)

    Até aí tudo bem! Só problemas psicológicos do usuário… MAS..

    * Falem o que quiserem, o Ubuntu 9.04 por exemplo, que do meu ponto de vista deveria funcionar o básico, ainda está bucado, aquele nm-manager pra conectar na rede, internet e 3G… é malucão! Basta uma busca no google pra ver as pessoas reclamando de problemas até contraditórios uns aos outros, e sem falar nas mais sinistras soluções. Funciona uns dias e derrepente buga novamente.

    * A única mandeira do Linux funcionar sem dor de cabeça é passando por todos os problemas, batendo cabeça e configurando tudo, aí sim fica redondinho. MAS PRECISAVA DISSO MESMO?

    * Eu uso Slackware 13.0 64bits, mas já sou fera nesse SO, levo alguns dias pra deixar do jeito que eu gosto, incluindo todos os programas que eu uso. Depois disso pode-se dizer que fechou o Linux 99% perfeito. Mas eu ralo! Sem dor de cabeça com programas teimosos, exceto o akonadi, mas não preciso daquilo mesmo! Vou fazer isso no cliente???? NUNCA! E depois? quando ele precisar instalar algo ou remover? vai ter que ficar me chamando…. Sai fora! kkkk
    No cliente tem que chegar… instalar, atualizar e explicar… depois disso o cliente se vira, NO WINDOWS FUNCIONA ASSIM!!! No Linux acredito que deveria ser ainda mais prático.

    No entanto, nós, do mundo Linux estamos enfrentando esse tipo de problema, onde O LINUX ESTÁ PRONTO PARA O DESKTOP, MAS NÃO ESTÁ PRONTO PARA O USUÁRIO CONTAMINADO.

    Pronto, terminei, agora os “do contra” pode cair matando!

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  6. Infelismente eu sou um daqueles que mantem o windows em uma partiçao pela compatibilidade de jogos,e acredito que um dia isso tudo ira mudar;para que isso aconteça é necessario criar uma alternativa melhor ao todo poderoso directx,fasendo com quem industria dos games se interesse no desenvolvimento de games nativamente no ambiemte linux acabando de vez com essa piada chamada “wine” e derrubando o castelo de areia de bill gates.Quando isso acontecer acredito que breve,então o linux será finalmente aceito por mais e mais usuários deixando somente na “saudade” o windows.Hoje ja é possivel usar linux no ipod,xbox,playstation,quem sabe no futuro possamos linux usar tambem na tv,no carro,na geladeira,porque nao até na cafeteira tranformando assim o mundo em um lugar gerenciado apenas e exclusivamente pelo LINUX.
    Acho que me excedi,mas é o que acredito,sou defensor do S.O. linux que já foi até chamado de “programinha chato” pelos meus amigos windowmaniacos.
    É isso ai pessoal um dia tudo será linux

    (minha partição linux/xp ta meio a meio{por enquanto}kkkkkkkkk)

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