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Curso à distância vale mais

Curso à distância vale mais? Ultimamente parece que a oferta de cursos à distância andam crescendo cada vez mais (o que obviamente significa que deve ter muita procura). Apesar disso, muitos estudantes ainda tem dúvidas se vale a pena fazer um curso à distância.

Muitos ainda tem um certo preconceito de cursos à distância, especialmente os pais, o que na minha opinião pode ser um pouco pelo medo do novo e pelo apego ao que é mais tradicional…

Para quem está pensando em fazer algum curso à distância, sugiro que vá em frente. Em 2007, o Enade (avaliação que o MEC faz dos cursos superiores) mostrou que os alunos que fazem algum curso superior à distância apresentaram melhor desempenho do que aqueles que frequentam as salas de aula.

Assim como o Físico Maluco escreveu no título de seu excelente artigo, “os professores colaboram com o processo de burrotização da educação”. A quantidade de professores meia-boca que apenas pensam em dinheiro acaba enfraquecendo o modelo tradicional de ensino (que já é muito ultrapassado). Todos culpam o governo pelo péssimo sistema educacional que temos, mas os professores tem ainda mais culpa nisso. Onde estão os professores idealistas de outrora que faziam um bonito trabalho e demonstravam orgulho e amor ao exercer com maestria a profissão, levando conhecimento aos jovens e lutando contra a ignorância sem se importar com quanto recebem? Hoje não vemos mais isso… Essa molecadinha de hoje vira professor por razões que não tem nada a ver com ideais. Tem aqueles que nem aula dão e tem alguns ainda piores, os que tentam a todo o custo ferrar uma sala inteira pra tentar passar uma imagem de “professor fodão que reprova todos” (claro que não são todos os professores que são assim. Ainda existem excelentes professores, apesar de hoje em dia isso ser raro). Isso acaba levando o aluno a perder o ânimo e empurrar o curso com a barriga (isso sem contar os que largam o curso).

Felizmente isso não acontece com um curso à distância. Ao contrário do modelo tradicional de salas de aula, o que acaba importando em um curso à distância é realmente o conhecimento do aluno e não a freqüência, o material que leva, o horário que chega ou a forma como se senta na carteira… Ninguém vai encher o saco dele. Ele vai poder estudar da forma como quiser, durante o tempo que quiser, no horário que quiser, com o material e os métodos que quiser… Essa flexibilidade acaba não apenas ajudando-o nos estudos, como também torna o aluno mais responsável, mais interessado e, é claro, muito mais animado ;) Apenas me digam leitores, o que compensa mais para alguém que está aprendendo uma linguagem de programação, ficar sentado horas em uma sala de aula chata com professor reclamando do que você está fazendo e toda hora em cima, com horário para fazer o programa do jeito que ele quer que você e ainda por cima o tipo de programa que ele quer que você faça ou ficar em casa com seus livros e seus sites e blogs sobre programação podendo consultar à vontade e usar o tempo que quiser para fazer seu programa?

Bom… Fica aí minha dica: Curso à distância vale mais ;)

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6 Responses to “Curso à distância vale mais”

  1. Interessante seu ponto de vista. Eu, como professor que sou, admito que minha classe se prende muito em reclamar e cobrar quando muitas vezes não corresponde ao mínimo dos mínimos de qualidade necessários. Apenas lhe faço um questionamento: é possível cursos a distância em todas as áreas? a minha visão é de que os cursos são ótimos em determinados ramos do conhecimento, mas algumas profissões precisam de formação tradicional. A Medicina, por exemplo, a Educação (eu jamais entregaria meus filhos para um professor formado a distância, no caso de escolas) não deveriam admitir falhas na formação de seus profissionais. Aquela o faz de maneira sem igual; só entra no curso de Medicina quem realmente quer ser médico. Esta, porém estimula o acesso de pessoas sem preparo para a docência, levantando a bandeira do “livre acesso a universidade” quando, na verdade, está priorizando a quantidade de formandos, e não a qualidade da formação.

  2. Parece que o curso a distância de medicina foi um dos que se sairam melhores do que o tradicional… Não acho que posso fazer comentários sobre isso, pois não sei nada sobre medicina (apesar de assistir muito House e Scrubs hauehaeuhaeueahu).

    Acho que curso a distância é interessante para aqueles que mexem com computação por exemplo, física, matemática… Claro, o aluno deve ter interesse também…

    Mas os próprios resultados do Enade mostraram que alguns outros cursos se sairam melhor se forem tradicionais… Exemplos desses são história e geografia…

    Sobre os médicos, acho que infelizmente hoje, tem muito moleque querendo fazer medicina só para usar branco e ter status de doutor -.- Infelizmente tem muita gente que faz um curso por causa do salário da profissão…

    E tem muita gente assim na Informática também… ;////

    Abraços
    do Terrinha

  3. Calma lá meu caro….

    Há diversos cursos a distância sim e inclusive muito são excelentes, mas a sociedade ainda repudia muito esse tipo de curso e um profissional pode gastar muito tempo e dinheiro com esse tipo de curso em vão, em vista que na hora de conseguir um emprego, a visão do empregador é que isso é um curso por correspondência.

    Eu por exemplo não contrataria uma pessoa somente com um curso a distância. Acho que o modelo tradicional ainda é o mais aceito e também o mais seguro para o empregador.

    Em relação a notas do enade, eu concordo plenamente que hoje em dia as instituições olham mais para o dinheiro do que para o conhecimento e isso está fazendo com que as universidade, principalmente as privadas estejam criando uma frota de péssimos profissionais para o mercado.

  4. Eu fiz um trabalho sobre avaliação no ensino a distância para um curso lato sensu… e tenho alguns amigos que são professores de instituições que fazem curso a distância. E minha opinião é um pouco diferente…. existem sim cursos a distância sérios, que valem a pena. Mas a grande maioria (até de instituições com grande nome) são puramente com intenções financeiras. É uma forma que você gasta pouco, atinge um grande publico e ganha-se muito bem.

    Acho que o ensino a distância pode (e deve) ser utilizado como forma complementar. Mas como única forma de ensino acho que ainda é muito ruim e eu nunca contrataria alguém que recebeu seu diploma de um curso desta modalidade. Embora se ele tivesse feito a graduação convencional e um curso extra lato sensu à distância por exemplo, ai para mim poderia ser uma coisa boa.

    E pelo que estudei, nenhuma instituição consegue fazer uma boa avaliação de seus alunos à distância ainda. A maioria dos critérios eram vagos e/ou totalmente idiotas… exemplo: uma professora minha fez um curso de francês à distância e foi reprovada pois ela não frequentava o fórum e coisas desse tipo…

    Muito cuidado com os cursos a distância!

  5. Como diria Jack: “vamos por partes”.

    Primeiro, vejo que os cursos a distância são realmente um caminho que pode ser seguido para finalmente conseguir-se a tão sonhada democratização da educação. A tecnologia trouxe isso, e o que estamos vendo hoje é só o começo do que esta por vir.
    Mas como sempre, é preciso separar o joio do trigo. Como só se fala em EAD hoje em dia, muitos espertalhões querem ganhar dinheiro de forma fácil e preparam cursos meia-boca, simplesmente para enganar trouxas, o que já acontece a muito tempo também nas faculdades de educação presencial. Então o que continua valendo, tanto na presencial quanto na virtual é a seriedade da instituição, do professor e do aluno.
    E aí está a principal diferença entre a Educação Presencial e a EAD: estamos acostumados a receber tudo mastigado pelo professor. Isso não existe mais hoje em dia, principalmente em EAD. O papel do professor é substituido pelo do Orientador, e cabe ao aluno a busca, entendimento e desenvolvimento do conhecimento. Esse é um paradigma novo e, tanto professores quanto alunos, devem rever conceitos e criar novas formas de interação.
    Sou aluno de Tecnologia de Sistemas, pelo CEFET-RS, na modalidade EAD. É minha 3a. graduação e a 1a. a distância e posso dizer que é um excelente curso, e sim, eu contraria alguém formado 100% integralmente oriundo deste curso. Mas,novamente torno a dizer, existem muitos cursos EAD vagabundos, assim como existem muitos curso presenciais vagabundos, portando escolha bem e troque no meio do caminho caso ache que não tenha escolhido direito.

    Segundo, com relação ao problema educacional brasileiro, colocar a culpa somente nos professores é uma saída muito fácil. O problema é bem maior e envolve a todos: pais, alunos, professores, escolas e o Governo. Num pais onde quem faz macaquices e malabarismos com uma bola, ou quem está namorando com o ator fulano, é mais importante e valorizado que alguém que estuda, descobre ou desenvolve novas formas ou criações que permitam com que a humanidade evolua, como é possivel que a educação conquiste adolescentes que, bombardeados por tanta idiotice, acabam achando que educação é “coisa pra otário”.
    A impressão que tive lendo essa parte do texto é que a pessoa escolhe ser professor pelo dinheiro. ONDE, MEU DEUS!!! Os sálario baixos dos professores já viraram motivo de piada. Se alguém fez essa escolha por dinheiro, foi pelo caminho errado. E quanto ao status de ser professor, antigamente isso existia, a pessoa era respeitada por ser professor. Hoje em dia dizem: “Coitado, é professor!”.
    Então como conseguir que alguém com um sálario de fome, que não sente seu trabalho valorizado, com um carga horária super excessiva para poder cobrir seus gastos, e que ainda, chegando na sala de aula, tem que aguentar adolescentes que também estão perdidos e não sabem o que estão fazendo ali dentro e que queriam estar em qualquer outro lugar, menos dentro daquela sala.
    “Nossa!”, você dirá, “se está tão ruim assim, então deixa de ser professor, muda de profissão!”. Sim, e é o que muitos estão fazendo. Ninguém mais quer ser professor, mas, se isso tornar-se realidade, quem formará as novas gerações? Deixaremos a cargo da Wikipedia?
    Concordo que o modelo tradicional de escola já esta há muito ultrapassado, mas colocar a culpa disso tudo no professor é ser simplista demais.

  6. Eu não tenho dúvidas que um bom professor pode incentivar e contribuir muito para uma boa educação, mas um ruim além da piorar a situação do aluno consegue desmotivá-lo.
    Pior do que não saber algo é não ter motivação para estudar e aprender…

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