A falácia das propagandas contra a pirataria

Sabe quando você espera a semana inteira para alugar um DVD e quando finalmente arruma um tempo para assistí-lo tem que ficar esperando aquelas propagandas nojentas contra a pirataria? No começo sentia um tremendo desprezo e até mesmo um certo nojo quando assistia essas propagandas. Hoje apenas rio ;)

O problema é que os caras exageram demais. Chega a ser ridículo. Pirataria financia o crime? Claro que não! A única coisa que a pirataria financia são uns pobres coitados que passam o dia inteiro tentando vender um DVD ou CD pirata para poder botar arroz e feijão na mesa pros filhos que passam fome.

Mas as empresas não ligam para isso. Para aqueles que estão no poder essas pessoas podem morrer de fome. Para a maioria dos poderosos por aí o que importa é andar de iate, tomar uísque, ter mansões, pagar umas putas de luxo, cheirar pó e o resto que se foda.

Lembro-me de quando comecei a usar computador. Adorava trocar disquetes de jogos com alguns colegas ou conhecidos. Emprestava Doom, recebia Heretic. Emprestava Duke Nukem 3D, recebia Quake. Nunca vi problema nenhum nisso. A mesma coisa com música. Emprestava um CD dos Guns ‘n Roses para um colega, ele me emprestava um do Ugly Kid Joe. As vezes faziamos isso com filmes. E sempre gravavamos uma cópia para podermos ouvir, jogar ou assistir sempre que desse vontade. Nunca vi problema nenhum nisso. Amizades eram feitas dessa forma antigamente ;D Sempre foi uma coisa normal para mim. Nunca pensei que um dia veria uma propaganda filha da puta como essa, que mostra que desde cedo o propagandistas anti-pirataria já incentivavam um comportamento nocivo, anti-ético e completamente egoísta:

Esse vídeo é repulsivo! O aluno caguetando o professor de matemática porque ele compartilha o software com seus alunos e depois a polícia levando o professor e o aluno cagueta feliz da vida porque vai receber uma recompensa por ser cagueta (todos sabemos que cagueta morre cedo!).

Esse povinho anti-pirataria também veio com um monte de falácias desde cedo. Defecam pela boca descaradamente. Primeiro falavam toda aquela besteira de que cópia pirata “danifica o aparelho”. Claro, claro, então um CD ou DVD pirata danifica o meu aparelho mesmo não tendo contato direto já que a leitura é feita por um laser? Isso eles não explicam! Depois que esse falácia cai eles vem com um papo de que a imagem é pior. Se for gravada com uma camera no cinema é pior mesmo. Mas se for uma cópia de um DVD certinho e tal, podemos ter uma excelente imagem ;D Ok, esse argumento eles não podem mais usar. Ah, então só falta eles dizerem uma coisa: “Pirataria financia o tráfico” O.o OMG! Não acredito que tem idiota que cai nesse papo! Quem financia ou ajuda o tráfico mesmo é político corrupto, policial corrupto, o pagodeiro Belo etc. Não uns descamisados que tentam vender um simples CD ou DVD para botar arroz e feijão na mesa de casa! Quem financia tráfico é artista drogado que reclama que você compra CD pirata e com isso não paga o tanto que ele acha que merece pra comprar as drogas dele (só a Amy Winehouse já deve ter status de patrocinador para os traficantes).

Espero que o povo tenha uma única vez na vida um pouco de bom senso e perceba logo que esses argumentos usados pelos propagandistas anti-pirataria são todos furados. Isso obviamente vai acontecer um dia. Só não posso dizer quando. Pode ser que seja rápido, pode ser que demore… Agora só podemos tentar descobrir qual será a próxima falácia dos propagandistas. Tenho um palpite:

QUE VERGONHA! ¬¬

Se quiser ler mais sobre esse assunto em outros blogs, recomendo os artigos abaixo que são excelentes:



13 Responses to “A falácia das propagandas contra a pirataria”

  1. Boa, Terrrinha…
    numa aula de cálculo, o prof comentou um programa de matemática, Maple, e quem se interessasse pelo software bastaria ia na sala dele q ele emprestaria o CD, já q a licença do Maple é de aproximadamente US$4.000,00, e q ninguém seria burro pra comprar uma licença dessas (válida por 1 ano) já q a universidade tem uma licença para o uso do Maple…
    esse negócio de anti-pirataria é coisa das grandes gravadoras que querem vender seus CD’s e DVD’s a preços exorbitantes…

    mais um post espetacular!!!
    Parabéns Terrinha!!!

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  2. O meu professor de logica falou desse maple, mas ele falou tbm que tem um que é software livre que deu origem ao maple, mas ele não soube me falar qual.

    Mas, falando da pirataria eu vou um trazer aqui para perto uma coisa que eu vivi na pele, meu pai tem uma empresa de quimica e ele desenvolveu uns produtos (desinfetantes, detergentes e etc..), mas como base, aonde as pessoas bem humildes compravam isso diluiam em água e vendiam, começou a vender bastante, pessoas que catavam lixo na rua, começaram a comprar, ele está fazendo caderneta para eles, compravam um mês e acertavam no final, tava dando lucro nas duas pontas e tudo coisa honesta, e dai é que a anvisa resolve multar a empresa do meu pai, porque os produtos não tinham registro e tals, ele estava errado correto, mas a primeira atitude de um orgão é multar? ou aconselhar a se regularizar? com isso ele simplesmente terminou com aquele negocio que estava fazendo bem para uma determinada comunidade, e financiou a multa com a anvisa, ele até tentou regularizar os produtos, mas dai teria que gastar mais com a multa + regularização, era quase impossivel regularizar. O Brasil é um país manipulado por grandes coporações quem quer crescer só consegue é teimando mesmo, senão vai ficar em casa fazendo filho e recebendo dinheiro do governo.

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    RonaldoNo Gravatar Reply:

    Seu pai antes de fazer isso, deveria se informar e saber que numa fiscalização a multa seria alta, então faria a regularização antes de ser multado. A lei esta ai para que todos a conheça e que possoa antes de fazer algo errado, se informar das consequencia, e fazer ou não é questão de conciencia.

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  3. Assino embaixo a justificativa usada por quem vende mídias pirateadas, quando alegam que não têm outra forma de ganhar dinheiro pra sobreviver. Ok! Mas alguém aí já parou pra pensar no outro lado da moeda? O negócio é o seguinte: o sujeito (artista, dono de gravadora, estúdio de cinema etc) gasta os tufos de dinheiro para produzir um álbum, um filme, um jogo bacana etc. Para ter recuperar o investimento e ter lucro pra fazer com que a roda da economia continue a girar ele precisa vender seu produto, certo? No preço “exorbitante” estão incluídas toneladas de impostos que governos corruptos arrecadam e não devolvem quase nada para a população, daí que, muitas vezes, não dá pra cobrar mais barato, não (e olha que as lojas de CDs/DVDs estão fechando as portas porque ninguém mais compra nada original). Então eu pergunto: vocês não acham que essa “indústria” da pirataria vai acabar matando a produção artística, sufocando-a, assassinando-a por inanição? Não, não sou dono de gravadora nem filho de empresário da música ou do cinema. Sou pé-rapado, mesmo, mas procuro sempre ver os dois lados da moeda e, como gosto muito de música e de cinema, temo que um dia a criatividade seja aniquilada porque ninguém mais vai valorizar o esforço dos artistas de quem produz seus trabalhos.

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  4. Salve!
    Concordo em parte com a postagem. Realmente eu acho que às vezes eles apelam demais para tentar nos convencer a sermos contra a pirataria (como no exemplo citado). Além disso eu acredito que grande parte do problema de pirataria parte da própria empresa que desenvolve o produto (seja sw, cd, dvd etc.). Por exemplo: um cara que estuda design gráfico e não trabalha, tem como comprar um Photoshop e um Illustrator, que custam os olhos da cara?! Ao mesmo tempo ele precisa desses programas, já que o mercado cobra isso dele, então qual a saída?! PIRATEAR!
    Apesar de tudo isso, como entusiasta de software livre que sou, creio que a pirataria é um dos maiores inimigos do sw livre. Por quê? Com essa onda de piratear, criou-se uma cultura (ao meu ver), onde o sw é gratuito (ou quase). Assim, acho que *muitas* pessoas deixariam de usar Windows se fosse impossível pirateá-lo e ele tivesse que ser comprado. Então seria a vez do Linux (ou outra alternativa mais barata). Além disso penso que vai muito da pessoa. Eu, por exemplo, gosto de trabalhar com imagens, mas resisto bravamente à tentação de usar um Photoshop ou um Illustrator pirata. Em vez disso, sempre busco alternativas livres e multiplataforma, como o GIMP e o Inkscape (que dão excelentes resultados, diga-se de passagem).
    Concluindo: acho que preços melhores para produtos poderiam resolver o problema da pirataria, mas ainda assim há alternativas livres que valem a pena serem testadas, já que superam os similares pagos em algumas ocasiões (e.g., Windows x Linux). Ah! E também acho ridículas essas campanhas sensacionalistas antipirataria.

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    RonaldoNo Gravatar Reply:

    Entendi, se não baixar o preço, quer dizer dividir comigo o lucro, eu pirateio, em resumo eu vou te roubar.

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  5. Bom, vamos lá.
    Achei o posto muito bom, parabéns fera!
    Muitas coisas a discutir quando se pensa em pirataria, primeiro já citado acima, sobre os softwares livres e os com licença paga. Alguém já parou pra pensar que a Micfosoft use a pirataria como estratégia mercadológica? Pensem assim: todos sabem que o windows é a escolha da gigantesca maioria dos usuários e que ele acaba criando uma dependência (assim como a maioria dos softwares pagos) difícil de ser rompida por qualquer outro software livre (mesmo que este seja melhor), primeiro por não ter a força publicitária do sw pago e segundo porque é natural do ser humano acreditar que o que é pago é sempre melhor. A Microsoft (assim como outras grandes empresas de criação de software como a ADOBE, a COREL, etc.) ganha rios de dinheiro vendendo softwares originais a empresas, instituições de ensino, ou mesmo computadores montados vendidos em lojas, pois há uma fiscalização mais rígida sobre eles, de outros produtos ligados a sua marca, que são vendidos mais facilmente.
    Quanto a indústria fonográfica e a do cinema, estão sofrendo uma mudança que é completamente natural com a evolução dos meios de comunicação. Bandas e cantores estão passando a divulgar suas músicas em seus sites e a linkar para que o seu fã ou qualquer usuário que se interesse possa baixar. Mas como eles ganham dinheiro? Com shows, venda de material sobre a banda e toda publicidade criativa realizada em torno deles. A indústria cinematográfica normalmente recupera seu investimento durante a exibição dos filmes no cinema, em outros lugares ao redor do mundo, as pessoas ainda se encantam pela telona; quando o filme chega às locadoras ele já teve seu lucro de fato e as gravadoras cobrarm verdadeiros absurdos pela distribuição dos filmes. Hoje um filme de baixa bilheteria não custa pra uma locadora menos de R$70,00 e a locadora repassa seus gastos aos clientes e os clientes começam a desistir das locações e assim por diante.
    O fato é que o mercado está mudando e muitas coisas terão que acompanhar esta mudança. Há quem sofra com isso ( o que é natural), mas encontrando maneiras criativas vai haver bem mais gente que ganhe com isso. Aliás, a pirataria vem sendo bem mais democrática em relação ao ganho de dinheiro: AGORA, QUEM PASSA A GANHAR COM ELA É O POBRE.

    E VIVA A PIRATARIA!

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  6. Pior que esse filminho que passa, são as restrições impostas pelas gravadoras de vídeo e editoras de livros.

    Uma das restrições que são impostas é a proibição da reprodução em público. Ou seja, você não pode tocar a música numa festa, você não pode exibir um filme para o público e também sequer assistir com a família. Outra restrição idiota é a de que você não pode salvar músicas (mesmo de um CD) para o MP3, ou o iPod.

    Outra restrição ridícula é a das editoras de livros, que permitem que se faça cópia de uma “pequena parte” do livro. Se não me falhe a memória, a “pequena parte” que podia ser copiada era uma ou duas folhas. Acredite se quiser. :)

    Mas no fim das contas, gravadoras e editoras são exemplos de empresas que não se adaptaram ao século 21. Continuam a aplicar o mesmo modelo de negócios de sempre. E estão pagando um alto preço. Muitas gravadoras estão a beira da falência. Ainda bem.

    E culpar os camelôs, ou os ambulantes pela pirataria é uma tremenda desculpa esfarrapada. É só perguntar para qualquer um se eles aceitariam um emprego com carteira assinada e com todos os direitos e ver qual será a resposta.

    E, para terminar:

    “Quem financia ou ajuda o tráfico mesmo político corrupto, policial corrupto, o pagodeiro Belo”

    Pela parte do pagodeiro Belo: UHAUHAUHAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHA.

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    RonaldoNo Gravatar Reply:

    Se falir gravadoras e produtoras, não terão mais nem o que piratear. kkkkkkkk

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  7. [...] A falácia das propagandas contra a pirataria [...]

  8. E aqui vai um pouco de humor com o mestre do sarcasmo da Internet brasileira, André Dahmer:

    http://www.malvados.com.br/index618.html
    Lucho´s last blog ..Se isso não é preconceito, eu não sei mais o que é preconceito. My ComLuv Profile

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  9. Isso só existe, porque existe a pirataria, se não quiser assistir esses alertas sobre pirataria, é só não comprar filme pirata. Imaginem vocês se as poderosas produtoas amagarem prejuizos, devido a pirataria, por não receberem pelos direitos autorais embutidos nos preços dos originais, quebrassem e parassem de produzir, ai não teriamos mais originais nem piratas. Por isso é uma tremenda babaquisse comprar pirata. Outros alegam que o original é caro, imagine se você tivesse que cometer um crime para tudo que fosse comprar e achasse caro.

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  10. Quem disse que juízes não entendem de Internet?…

    Começo por esse texto do Terramel a respeito das campanhas contra a pirataria. Todo aquele falatório de que pirataria contribui para o tráfico de drogas, para o crime organizado…

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